História & Estórias

Archive for the ‘Citações’ Category

HOJE, O DIA É DE FERIADO

“As armas e os barões assinalados”
Assim começa a obra suprema
E sublime da literatura nacional
Que tem como tema central
O período das descobertas
Tempo maior e sem igual!
Hoje, comemora-se o Dia de Portugal,
De Camões e das Comunidades.
Hoje, o dia é de feriado
Foi sugerido e criado
P’ra honrar o poeta mor,
Que muito sofreu de amor
Por paixões não entendidas!
Hoje, dignifica-se  a pátria coesa,
Exalta-se todo o lusitano
Seja minhoto ou alentejano
Que p’los cantos do mundo
Em muitos países ou cidades
Mantém a chama acesa,
Ser português com saudade!

                                                                       Fernand@maro

Celeste a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974

Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.

Fonte: RTP

Qual a maior conquista de Abril?!…

De acordo com João André Costa, professor há 11 anos em Inglaterra, a maior conquista obtida com a revolução de Abril foi a EDUCAÇÃO.

Educar é crescer, crescer é viver e pós 25 de Abril crescemos como pessoas, crescemos como país.

No tempo do Estado Novo a educação no seu sentido mais lato, como modo continuado de desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais e morais do ser humano, era somente adquirido por um grupo reduzido de pessoas, uma vez que a escolaridade, além da 4ª classe, era um privilégio exclusivo para as pessoas com possibilidades económicas.

A revolução de Abril permitiu a todos os cidadãos o acesso à escolaridade. Ao longo deste 45 anos fizeram-se grandes progressos na educação, no ensino, na escola, mas também houve iguais retrocessos com insistentes ataques aos professores e à escola pública, com o crescente descrédito e desrespeito da classe docente cada vez mais envelhecida.

Mas não vamos desistir, pelo que  cito João André Costa: “Sem educação não há liberdade. Sem educação não há resistência. Sem educação não há Abril, só esquecimento e um povo embrutecido entre a praia, futebol e centros comerciais.

Por isso continuamos a lutar e a repetir, ano após ano, antes do 25 de Abril, durante o 25 de Abril e depois do 25 de Abril, viva a liberdade, 25 de Abril sempre!”

A COMEMORAR TAMBÉM SE APRENDE!

HOJE, 2 DE DEZEMBRO, É DIA INTERNACIONAL DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA!

Em 2004 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o dia 2 de dezembro dia Dia-Internacional-para-a-Abolicao-da-EscravaturaInternacional da Abolição da Escravatura, no sentido de se fazer uma atenta e acérrima reflexão, discussão e combate contra esta dura realidade.

A data lembra a assinatura da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outrem, a 2 de dezembro de 1949.

Estima-se que existam cerca de 21 milhões de vítimas de escravidão espalhadas pelo mundo: trabalho forçado, tráfico de crianças e mulheres, prostituição, casamentos combinados, escravatura doméstica, trabalho infantil….

Portugal foi dos primeiros países a abolir a escravatura. Em 1761, no reinado de D. José I, em Portugal Continental (Metrópole) e na Índia a escravatura foi abolida pelo Marquês de Pombal.

Só no séc. XIX, no reinado de D. Luís, com a lei de 25 de fevereiro de 1869, foi proclamada a abolição da escravatura em todo o Império Português.

“Fica abolido o estado de escravidão em todos os territórios da monarquia portuguesa, desde o dia da publicação do presente decreto.

Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854.”

Luís, Diário do Governo, 27 de Fevereiro de 1869dia-mundial-abolicao-escravatura-2017

O TEMPO E A VIDA !…

O tempo é como um rio! Corre e corre continuamente! Passa e não para, pelo que não se consegue tocar na mesma água mais que uma vez. Ela passou e não voltará a passar. O tempo foi-se e não virá de novo!

A vida é como uma peça de teatro, mas sem ensaios! Temos, então, de a vivenciar, sentir com vigor o presente e aproveitar todos os minutos, todos os segundos: cantar, chorar, rir, dançar… e viver intensamente antes que a peça acabe e se feche a cortina!

Devemos, por isso, alicerçar o nosso dia a dia na vida, na família e nos amigos, porque a vida é curta, a família é única e os amigos são raros e especiais!

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“Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

– Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
– E onde estão os seus…?
– Os meus?! Surpreendeu-se o turista. – Mas estou aqui só de passagem!
– Eu também…

“A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes.” concluiu o sábio.”

Autor desconhecido

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AMOR VERDADEIRO

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“O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água… e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore.

A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão, e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente. E a árvore empresta o seu perfume ao vento…

Se a humanidade crescesse, amadurecesse, essa seria a maneira de amar.” (Osho)

 

DA MINHA ALDEIA VEJO…

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejoaa da minha aldeia
E não do tamanho da minha altura…

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro“O Guardador de Rebanhos”

(Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa)

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O PRINCÍPIO DO FIM

Quarenta dias antes da revolução do 25 de Abril de 1974, deu-se a tentativa das Caldas. Um fracassado golpe militar que contou somente com 170 homens da Infantaria 5 das Caldas da Rainha. Frustrados os objetivos, foram feitas prisões a nível militar.

O golpe das Caldas acabou por ser um ensaio militar na preparação das operações que conduziram à revolução do 25 de Abril de 1974, que instaurou a democracia no nosso país e recuperou as liberdades fundamentais do povo português.

O já falecido historiador e político António Medeiros Ferreira referiu que o 16 de Março esteve para o 25 de Abril como o 31 de Janeiro esteve para o 5 de Outubro, mas que a História por vezes é cruel e este foi injustamente esquecido.

16 março 1974

HOJE É DIA DE SER FELIZ!

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Dalai Lamasem nome

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

Não seja o de hoje.
Não suspires por ontens….
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.

Cecília Meireles

 

 

O ENTRUDO DA MINHA INFÂNCIA

O Entrudo da minha Infância

Entrudo ou Carnaval!?

O Entrudo ou o Carnaval chegaram, com muita folia, alegria e diversão!

O Enterro do Entrudo, foto do grupo “Numão – Uma Glória do Passado”, do facebook.

Durante muito tempo vivi intrigada! É Entrudo ou é Carnaval!?

Até aos dez anos vivi na aldeia, onde se brincava ao Entrudo. Apesar de não ser muito foliona, recordo vagamente e com saudade alguns festejos entrudescos da minha meninice, tais como: o Enterro do Entrudo, o Julgamento e Morte do Galo e a Serrada da Velha.

Lembro-me que no Enterro do Entrudo a rapaziada percorria, em cortejo as principais ruas da aldeia, transportando numa padiola um morto fictício, que levava um bocado de carne na boca. Esta festividade continua a realizar-se.

Se não estou enganada, o galo era o culpado de todos os problemas e fracassos que havia na aldeia. Acontecia, então, o Julgamento e Morte do Galo. Num palco, a um galo capão era-lhe cortada a cabeça.

Quanto à Serrada da Velha penso ser uma declaração ruidosa, trocista e provocatória dirigida, pelos rapazes, às mulheres velhas da aldeia. Lembro-me de uma lengalenga, que penso estar associada, esta prática: “Serra a velha no cortiço, minha avó não diga isso…” e de mais não me recordo. De acordo com informação do meu conterrâneo José Augusto Fonseca a rapaziada numantina ainda lengalengava “ Ó minha avozinha/Estamos no meio da Quaresma/Sem provarmos o bacalhau/Serramos esta velha/Como quem serra um pau.” Quanto mais as velhas amaldiçoavam e praguejavam, mais eles serravam o cortiço e caçoavam. Acontecia, frequentemente, serem bafejados com algumas penicadas muito mal cheirosas, lançadas pelo janelo do postigo.

Quem não tinha máscaras cobria a cara com um pano de renda e desta forma podia brincar ao entrudo sem ser reconhecido.

Quando fui para a cidade passei a ouvir falar de Carnaval. Aqui, é importante referir, que no tempo da minha meninice não havia tanta divulgação da informação, não só devido à proibição da ditadura do Estado Novo, como também pela escassez dos órgãos de comunicação. Somente havia dois canais de televisão RTP1 e RTP2, que como os jornais, rádios e todos os outros meios de informação e comunicação eram censurados. Cheguei, então, à conclusão que Carnaval e Entrudo são palavras sinónimas que indicam o período de três dias de festejos que antecedem o início da Quaresma.

O termo Carnaval, sempre mais utilizado nos meios urbanos, provém do latim e significa o que designaria o «adeus à carne».

A palavra Entrudo, usada mais nas zonas rurais, deriva do latim “introitu“, que significa “entrada, acesso, introdução, começo…”.

Sendo assim, os festejos do Entrudo correspondem às festividades do Carnaval, período de folguedos, de euforia e de sátira social, em que se come carne em abundância, prevendo a abstinência da Quaresma.

No nosso país, uma das primeiras alusões ao Entrudo, encontra-se datada de 1252, no reinado de D. Afonso III, não precisamente relacionado com os festejos carnavalescos, mas com solenidades do calendário religioso.

Carnaval ou Entrudo, o importante é a diversão, afinal lá diz o provérbio:

Esta vida são dois dias, e o Carnaval são três”!

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