História & Estórias

Archive for the ‘Citações’ Category

O PRINCÍPIO DO FIM

Quarenta dias antes da revolução do 25 de Abril de 1974, deu-se a tentativa das Caldas. Um fracassado golpe militar que contou somente com 170 homens da Infantaria 5 das Caldas da Rainha. Frustrados os objetivos, foram feitas prisões a nível militar.

O golpe das Caldas acabou por ser um ensaio militar na preparação das operações que conduziram à revolução do 25 de Abril de 1974, que instaurou a democracia no nosso país e recuperou as liberdades fundamentais do povo português.

O já falecido historiador e político António Medeiros Ferreira referiu que o 16 de Março esteve para o 25 de Abril como o 31 de Janeiro esteve para o 5 de Outubro, mas que a História por vezes é cruel e este foi injustamente esquecido.

16 março 1974

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HOJE É DIA DE SER FELIZ!

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Dalai Lamasem nome

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

Não seja o de hoje.
Não suspires por ontens….
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.

Cecília Meireles

 

 

O ENTRUDO DA MINHA INFÂNCIA

O Entrudo da minha Infância

Entrudo ou Carnaval!?

O Entrudo ou o Carnaval chegaram, com muita folia, alegria e diversão!

O Enterro do Entrudo, foto do grupo “Numão – Uma Glória do Passado”, do facebook.

Durante muito tempo vivi intrigada! É Entrudo ou é Carnaval!?

Até aos dez anos vivi na aldeia, onde se brincava ao Entrudo. Apesar de não ser muito foliona, recordo vagamente e com saudade alguns festejos entrudescos da minha meninice, tais como: o Enterro do Entrudo, o Julgamento e Morte do Galo e a Serrada da Velha.

Lembro-me que no Enterro do Entrudo a rapaziada percorria, em cortejo as principais ruas da aldeia, transportando numa padiola um morto fictício, que levava um bocado de carne na boca. Esta festividade continua a realizar-se.

Se não estou enganada, o galo era o culpado de todos os problemas e fracassos que havia na aldeia. Acontecia, então, o Julgamento e Morte do Galo. Num palco, a um galo capão era-lhe cortada a cabeça.

Quanto à Serrada da Velha penso ser uma declaração ruidosa, trocista e provocatória dirigida, pelos rapazes, às mulheres velhas da aldeia. Lembro-me de uma lengalenga, que penso estar associada, esta prática: “Serra a velha no cortiço, minha avó não diga isso…” e de mais não me recordo. De acordo com informação do meu conterrâneo José Augusto Fonseca a rapaziada numantina ainda lengalengava “ Ó minha avozinha/Estamos no meio da Quaresma/Sem provarmos o bacalhau/Serramos esta velha/Como quem serra um pau.” Quanto mais as velhas amaldiçoavam e praguejavam, mais eles serravam o cortiço e caçoavam. Acontecia, frequentemente, serem bafejados com algumas penicadas muito mal cheirosas, lançadas pelo janelo do postigo.

Quem não tinha máscaras cobria a cara com um pano de renda e desta forma podia brincar ao entrudo sem ser reconhecido.

Quando fui para a cidade passei a ouvir falar de Carnaval. Aqui, é importante referir, que no tempo da minha meninice não havia tanta divulgação da informação, não só devido à proibição da ditadura do Estado Novo, como também pela escassez dos órgãos de comunicação. Somente havia dois canais de televisão RTP1 e RTP2, que como os jornais, rádios e todos os outros meios de informação e comunicação eram censurados. Cheguei, então, à conclusão que Carnaval e Entrudo são palavras sinónimas que indicam o período de três dias de festejos que antecedem o início da Quaresma.

O termo Carnaval, sempre mais utilizado nos meios urbanos, provém do latim e significa o que designaria o «adeus à carne».

A palavra Entrudo, usada mais nas zonas rurais, deriva do latim “introitu“, que significa “entrada, acesso, introdução, começo…”.

Sendo assim, os festejos do Entrudo correspondem às festividades do Carnaval, período de folguedos, de euforia e de sátira social, em que se come carne em abundância, prevendo a abstinência da Quaresma.

No nosso país, uma das primeiras alusões ao Entrudo, encontra-se datada de 1252, no reinado de D. Afonso III, não precisamente relacionado com os festejos carnavalescos, mas com solenidades do calendário religioso.

Carnaval ou Entrudo, o importante é a diversão, afinal lá diz o provérbio:

Esta vida são dois dias, e o Carnaval são três”!

O PROBLEMA DE TENTAR AGRADAR A TODOS

O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar.

Fernando Pessoa

O HOMEM, SEU FILHO E O BURRO

Um homem ia com o filho levar um burro para vender no mercado.
– O que você tem na cabeça para levar um burro estrada afora sem nada no lombo enquanto você se cansa? – disse um homem que passou por eles.
Ouvindo aquilo, o homem montou o filho no burro, e os três continuaram seu caminho
– Ô rapazinho preguiçoso, que vergonha deixar o seu pobre pai, um velho andar a pé enquanto vai montado! – disse outro homem com quem cruzaram.
O homem tirou o filho de cima do burro e montou ele mesmo. Passaram duas mulheres e uma disse para a outra:
– Olhe só que sujeito egoísta! Vai no burro e o filhinho a pé, coitado…
Ouvindo aquilo, o homem fez o menino montar no burro na frente dele. O primeiro viajante que apareceu na estrada perguntou ao homem:
– Esse burro é seu?
O homem disse que sim. O outro continuou:
– Pois não parece, pelo jeito como o senhor trata o bicho. Ora, o senhor é que devia carregar o burro em lugar de fazer com que ele carregasse duas pessoas.
Na mesma hora o homem amarrou as pernas do burro num pau, e lá se foram pai e filho aos tropeções carregando o animal para o mercado. Quando chegaram, todo mundo riu tanto que o homem, enfurecido, jogou o burro no rio, pegou o filho pelo braço e voltou para casa.
Moral: Quem quer agradar todo mundo no fim não agrada ninguém.

 

Fábulas de Esopo

 

Viver é…

Viver é uma aventura, basta querer! É um dever, é um prazer, é um sobressalto, mas também um lazer!

Saber viver é uma arte! A felicidade não está em viver, mas em saber viver e o saber viver é ser capaz de se adequar às situações que a vida lhe dá.

Veja o copo meio cheio e não meio vazio!

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Dicas para bem falar e bem escrever

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CAMALEÕES OPORTUNISTAS

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O camaleão
tem a cor da ocasião.
Usa-se muito em política
é prática muito vista
– a situação pode mudar
ele não
é sempre situacionista

Carlos Pinhão, Bichos de Abril

À semelhança do camaleão, o político também muda, não de cor, mas de promessas. O prometido hoje não o será amanhã. Se o camaleão caça as suas presas recorrendo à sua língua comprida, o político apanha as suas presas utilizando uma linguagem repleta de vocábulos esperançosos que parecem ter muito sentido, mas que na prática pouco resultam. Ambos têm a capacidade de se adaptarem com muita e hábil facilidade às adversidades do momento e de usarem a língua para caçar as presas.