História & Estórias

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SER PROFESSOR É…

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Ser professor

É ensinar, é partilhar,

É apoiar e formar,

E sempre acreditar!

Ser professor

É compreender, é aprender,

É refletir e construir

E nunca desistir!

Ser professor

É viver, é sonhar,

É fazer e inspirar

Ser capaz de encantar!

Ser professor

É ter vocação,

É ser protetor

É agir com coração!

Fernand@maro

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ABRIL

ABRIL

Havia uma lua de prata e sangueE_preciso_salvar_Abril_Henrique_Matos

em cada mão.

Era Abril.

Havia um vento

que empurrava o nosso olhar

e um momento de água clara a escorrer

pelo rosto das mães cansadas.

Era Abril

que descia aos tropeções

pelas ladeiras da cidade.

Abril

tingindo de perfume os hospitais

e colando um verso branco em cada farda.

Era Abril

o mês imprescindível que trazia

um sonho de bagos de romã

e o ar

a saber a framboesas.

Abril

um mês de flores concretas

colocadas na espoleta do desejo

flores pesadas de seiva e cânticos azuis

um mês de flores

um mês.

Havia barcos a voltar

de parte nenhuma

em Abril

e homens que escavavam a terra

em busca da vertical.

Ardiam as palavras

Nesse mês

e foram vistos

dicionários a voar

e mulheres que se despiam abraçando

a pele das oliveiras.

Era Abril que veio e que partiu.

Abril

a deixar sementes prateadas

germinando longamente

no olhar dos meninos por haver.

                                                                                   José Fanha

Origem da Palavra MINISTRO

O texto seguinte foi-me enviado por um amigo, como o achei interessante decidi partilhá-lo!103

“LATIM, Língua maravilhosa!
O vocábulo “maestro” vem do latim “magister” e este, por sua vez, do advérbio “magis” que significa “mais” ou “mais que”.
Na antiga Roma o “magister” era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações! “Magister dixit” era a máxima utilizada para não se duvidar da palavra dada, por um professor.
Um “Magister equitum” era um Chefe de cavalaria, e um “Magister Militum” era um Chefe Militar.
Já o vocábulo “ministro” vem do latim “minister” e este, por sua vez, do advérbio “minus” que significa “menos” ou “menos que”.
Na antiga Roma o “minister” era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

* COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER UM PODE SER MINISTRO… MAS NÃO Mestre ou Maestro!”

Desistir? NÃO!

sem nome “É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.”
Martin Luther King

AS CORES DA LIBERDADE

QUEM A TEM…

Não hei-de morrer sem saberave823232

Qual a cor da liberdade.

 

Eu não posso senão ser

desta terra em que nasci.

Embora ao mundo pertença

e sempre a verdade vença,

qual será ser livre aqui,

não hei-de morrer sem saber.

 

Trocaram tudo em maldade,

é quase um crime viver.

Mas embora escondam tudo

e me queiram cego e mudo

não hei-de morrer sem saber

qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena, Poesia II

CANTIGA DE ABRIL

Às Forças Armadas e ao povo de Portugal

«Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade»

Jorge de Sena

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.Cartaz 25 Abril

Quase, quase cinquenta anos

reinaram neste país,

a conta de tantos danos,

de tantos crimes e enganos

chegava até à raiz.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Tantos morreram sem ver

o dia do despertar!

Tantos sem poder saber

com que letras escrever

com que palavras gritar!

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Essa paz do cemitério

toda prisão ou censura,

e o poder feito galdério,

sem limite e sem cautério,

todo embófia e sinecura.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Esses ricos sem vergonha,

esses pobres sem futuro,

essa emigração medonha,

e a tristeza uma peçonha

envenenando o ar puro.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Essas guerras de além-mar

gastando as armas e a gente,

esse morrer e matar

sem sinal de se acabar

por política demente.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Esse perder-se no mundo

o nome de Portugal,

essa amargura sem fundo

só miséria sem segundo,

só desespero fatal.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos

durou esta eternidade,

numa sombra de gusanos

e em negócios de ciganos,

entre mentira e maldade.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Saem tanques para a rua,

sai o povo logo atrás:

estala enfim altiva e nua,

com força que não recua,

a verdade mais veraz.

Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.

Jorge de Sena, 40 Anos de Servidão, 1979

Tão ATUAL!!! É preciso agir…

“Para que o mal triunfe basta que os homens bons nada façam.” –  Edmund Burke

Há dias, no programa da RTP1 “5 Para a Meia Noite“, apresentado por Nuno Markl, vi e ouvi Fernando Tordo cantar uma das canções que mais o celebrizou “Tourada“. Centrei a minha atenção na letra, onde Ary dos Santos faz uma crítica mordaz à sociedade portuguesa da época e à política do Estado Novo e dei-me a pensar como esta canção está tão atual. Carregada de metáforas críticas ao regime do Estado Novo e à situação social e económica do Portugal de então, conjeturei-me a fazer o paralelismo com o tempo presente e, sem dúvida nenhuma, a “Tourada” está atualíssima, só que o touro é outro.

Deixo-vos, aqui a letra e o vídeo e vejam como tenho razão.mafaldaesperando02

Clica – Tourada

Música: Fernando Tordo
Letra: Ary dos Santos

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo…

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.

A educação no séc. XXI

A educação engloba os processos de ensinar e de aprender. Segundo Paulo Freire“A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados, estamos todos nos educando.” A educação de um indivíduo é uma construção contínua resultante de situações presenciadas e experiências vividas por si. Deve ser feita no sentido de levar o homem a refletir sobre seu papel no mundo e qual o seu  contributo para esse mundo. Atendendo ao progresso científico e tecnológico, à globalização e à transformação nos processos de produção, resultante da busca de uma maior competitividade, fazem com que os saberes e as competências adquiridas fiquem ultrapassados e exijam o desenvolvimento da formação profissional permanente. De acordo com Janoí Mendes “O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender”, pelo que este profissional da educação deve aprender a aprender, estar em constante aprendizagem, atualizando-se…  Ser professor é ser um eterno aprendiz.

Educar no séc. XXI é um grande desafio para todos os agentes da educação (pais, encarregados de educação, professores…), visto que têm que estimular jovens, que vivem na era digital, para a aprendizagem. Como um dos principais agentes da educação, o professor tem necessidade de estar em permanente atualização/formação de forma a adquirir ferramentas que lhe proporcionem lecionar aulas atrativas e dinâmicas que vão ao encontro do interesse dos alunos.

Apesar das reformas encetadas no período pós 25 de abril de 1974 como: democratização e liberdade de ensino, criação da Lei de Bases do Sistema Educativo (1986), a reforma de Roberto Carneiro (1987-1991) e a reforma de Marçal Grilo (1995-1999), no início do séc. XXI metade da população portuguesa não possui o ensino básico, o abandono escolar continua elevado sendo de 44% em 2000 e 29% em 2011 e somente 1/3 da população possui o ensino secundário. Estes dados colocam-nos abaixo das mádias europeias e Portugal figura entre os países menos qualificados da União Europeia.

Nesse sentido é urgente inverter esta situação tomando medidas no sentido de combater o analfabetismo e a literacia, conter o abandono escolar, promover uma educação/formação ao longo da vida e promover a criatividade, a inovação e o empreendedorismo.

Vivemos num período de elevados índices de desemprego e de emprego precário, em que a taxa de emigração (brain-drain) está a subir com a saída de jovens licenciados a procurarem emprego em países estrangeiros.

Perante o exposto é necessário apostar numa escola de qualidade que contribua para a construção de cidadãos responsáveis, autónomos, ativos e críticos. Para isso é necessário criarem-se mecanismos /legislação que dignifiquem escola e o papel do professor e responsabilizem os pais/ encarregados de educação por um correto percurso escolar dos seus educandos. Espera-se que o Estatuto do Aluno, saído há pouco tempo, consiga repor parte da autoridade às escolas e aos professores. É também importante que o professor tenha um papel ativo, que promova estratégias de trabalho inovadoras, atividades diversificadas e materiais apelativos para as suas aulas, de forma a suscitar o interesse e motivar a participação dos alunos, facilitar a sua aprendizagem e alargar o campo dos seus conhecimentos, assim como deve ensinar os alunos a pensar, a questionar e a aprender a ler a realidade, para que possam construir opiniões próprias.

Finalizo com uma frase de Esopo “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.”