História & Estórias

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MULHER “O Que Tu És…”

O Que Tu És…

És Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece. Mulher

Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!

Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!

És ano que não teve Primavera…
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!…

Florbela Espanca, in “Livro de Sóror Saudade”

HOMENAGEM À MULHER – CALÇADA DE CARRICHE

SAUDADES DA MINHA MÃE!

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro, 
puro pensamento. 
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
— mistério profundo —
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho e ele, 
velho embora, 
será pequenino feito grão de milho.

                                                                          Carlos Drummond de Andrade, in ‘Lição de Coisas’

Um Livro Para Um Poema – MULHER


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MÃE

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SAUDADES da minha querida MÃE

Para Sempre – Poema de homenagem à MÃE

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade