História & Estórias

Archive for Abril, 2019

DOURO CENÁRIO DE CONTRASTES


É cenário de contrastes
Este sublime Douro
Com paisagem fascinante
Com rio d’águas d’ouro
De uma fúria inconstante
 
Quadro pelo homem pintado
Douro por deuses traçado
Homem e natureza talharam
Esta extraordinária região
Beleza de cortar a respiração!
 
Nas encostas escarpadas
Trabalhadas com fervor
Nascem pinturas adocicadas,
Brota o suco dos deuses
Fecundado com amor.
 
Deste Douro deslumbrante
Multifacetado na cor
Pinga o verde primaveril
O vermelho estival
E o amarelo outonal
 
Goteja a seiva da vida
Dos obreiros dos socalcos
Que de muito labutar
Com suas mãos calejadas
Acolhem o néctar singular
 
De vinhedos a ondear
Rio vigoroso a bradar
És terra bravia e delicada
Ansiosa por gerar
Gente afável e arrojada!
 
Com curvas e contracurvas    
Corre entre vales e serras
Douro perspicaz, generoso
Resiliente e brioso
Em nutrir distintas terras!
 
Rio Douro
De águas d’ouro!

Fernand@maro

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Celeste a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974

Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.

Fonte: RTP

Qual a maior conquista de Abril?!…

De acordo com João André Costa, professor há 11 anos em Inglaterra, a maior conquista obtida com a revolução de Abril foi a EDUCAÇÃO.

Educar é crescer, crescer é viver e pós 25 de Abril crescemos como pessoas, crescemos como país.

No tempo do Estado Novo a educação no seu sentido mais lato, como modo continuado de desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais e morais do ser humano, era somente adquirido por um grupo reduzido de pessoas, uma vez que a escolaridade, além da 4ª classe, era um privilégio exclusivo para as pessoas com possibilidades económicas.

A revolução de Abril permitiu a todos os cidadãos o acesso à escolaridade. Ao longo deste 45 anos fizeram-se grandes progressos na educação, no ensino, na escola, mas também houve iguais retrocessos com insistentes ataques aos professores e à escola pública, com o crescente descrédito e desrespeito da classe docente cada vez mais envelhecida.

Mas não vamos desistir, pelo que  cito João André Costa: “Sem educação não há liberdade. Sem educação não há resistência. Sem educação não há Abril, só esquecimento e um povo embrutecido entre a praia, futebol e centros comerciais.

Por isso continuamos a lutar e a repetir, ano após ano, antes do 25 de Abril, durante o 25 de Abril e depois do 25 de Abril, viva a liberdade, 25 de Abril sempre!”

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