História & Estórias

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VOAR COM O CORAÇÃO

Lá ao longe, bem ao longe
Bem longe no horizonte
Na ponta do arco íris
Está a barca dos sonhos!

Embala-me suavemente,
Levito tranquilamente
Num sonho em que voava
E sobre as nuvens me elevava
Numa noite estrelada
Com ar límpido e frio!

Volito sobre lagos e rios,
Mares e recifes em harmonia
Areias brancas encantadas
E montanhas escarpadas
Com brancos, verdes em sintonia!

Com o coração a galope
E a imaginação ancorada
Acordo e vou à janela
Pelo raio de sol sou enlaçada
De luz e cor matizada!

Olho e volto a olhar
Bem longe p´ro horizonte.
A barca não consigo avistar
Será que estou a sonhar?!

Se é fruto da imaginação
Repito e voltarei a repetir
É tão bom poder fantasiar,
Ser capaz de voar com o coração
E pelo mundo poder viajar!

Fernand@maro

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O VERÃO DO MEU (DES)CONTENTAMENTO

Ainda estou p’ra perceber
O que está acontecer
Um frio de inverno
No calor de verão!
Por isso ando perdida
Quiçá um pouco confusa
Por não ter a satisfação
Do calor da estação!
Em vez do calor infernal
Julho com chuvas outonais
Agosto de cinzento anormal
A lembrar temporais invernais!
 
Se eu gosto do verão?
Então não gosto! 
Gosto do verão
Com sabor a mar
E na praia rir e saltar
Ao ar livre passear
Ouvir a natureza cantar!
Gosto no verão
Do por do sol avermelhado
Do amanhecer iluminado
Que nos abraça com fervor
 E nos beija com amor!
 
Quem me manda querer entender?
Porque o Homem e a Natureza
Dificilmente  estão em sintonia
Se este é o planeta que temos p’ra viver
Não devíamos conviver em harmonia?
 
Fernand@maro

ESPERANÇA RENASCIDA

Ao navegar pelo imenso mar da Internet encontrei este ternurento texto, que me atiçou alguma inquietude, no sentido que retrata a vivência triste e solitária de muitos dos nossos idosos. Este relato, verdadeiro ou fictício, é a imagem fria e crua da sociedade atual, uma sociedade que abandona os suas pessoas mais sábias e atira-as para a solidão.

“Depois de muitos anos sozinho, mesmo sendo pai de dois filhos e avô de alguns netos, o velho homem cansado decidiu não mais viver.
Arrumou toda a casa como de costume, colocou sua melhor roupa, fez uma longa carta de despedida que cuidadosamente colocou perto das fotografias de seus filhos e netos, e saiu.
Chorando entrou no ônibus com destino ao antigo viaduto, o mesmo que muitas vezes foi o cenário dos momentos felizes que passou junto com sua já falecida esposa, local bonito que costumavam passear, seria o palco da despedida definitiva de sua vida triste e solitária.
Quando se preparava para saltar do viaduto, buscando de forma ilusória um fim da solidão e da saudade; eis que houve um miado sofrido de um ser verdadeiramente abandonado.
Fingiu o velho não ouvir, e ao tentar insistir com aquele covarde ato de desespero, o miado se fez mais agudo, parecia falar com ele, pedir socorro.
Então contrariado mexeu na lixeira, e lá estava à resposta do Criador, na forma de um gatinho, para a cura da sua dor. 
Em lágrimas e um tanto envergonhado viu que aquele pequeno lutava para viver, tentando escalar a lixeira, e ele um burro velho, como costumava pensar sobre si, pensando em morrer.
Agarrou o pequeno peludo, e fez o caminho de volta para casa, precisava alimentar aquela criaturinha.
Porém estava diferente, carregava além de um sorriso verdadeiro no velho rosto, uma vida a mais para cuidar, uma razão para continuar a viver, uma motivação para acordar todas as manhãs.
E nítida era a felicidade no ônibus de um velho homem que acabara de renascer pelas patas de um filho peludo.”

Autor desconhecido

ANIMAIS, UMA DÁDIVA

Cresci na companhia de cães, de gatos, de galinhas, de coelhos, de porcos e de outros animais, enfim rodeada de bicharada. Sou da aldeia, filha de pais agricultores, de um tempo em que era necessário produzir a maioria dos alimentos. Estes não abundavam, não havia onde os comprar e muitas vezes escasseava o dinheiro para os adquirir. Fazia-se, então, a criação de muitos animais que iriam ser o alimento da família ao longo do ano. Mais próximos do nosso convívio, havia os animais domésticos, que apesar de serem tratados com carinho, viviam somente no quintal da casa e morriam de velhice.

O Homem, desde os seus primórdios, teve uma estreita relação com mundo animal, ligada sobretudo à sua própria subsistência e sobrevivência. Esta é demonstrada nas pinturas e gravuras rupestres encontradas nas cavernas ou em campo aberto.

No Paleolítico, período inicial da Pré-História, o Homem  sobrevivia por meio da prática da caça e da recoleção. Para a captura de animais de grande porte, as comunidades de caçadores recoletores trabalhavam coletivamente na organização e montagem de armadilhas. Nesse sentido, desenvolveram técnicas de sobrevivência bastante complexas.

A domesticação dos animais começou a fazer parte da cultura do Homem quando, no Neolítico, este se tornou sedentário e passou a fixar-se em determinadas regiões do planeta. Isto permitiu a criação de animais, principalmente para a alimentação, transporte de pessoas ou cargas, ou para execução de variadíssimos trabalhos, entre eles os agrícolas.

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0 meu Eddie

Ao longo dos séculos estas relações intensificaram-se. Os animais domesticados ficaram mais próximos das pessoas, deixaram de servir apenas para ajudar em trabalhos,  e passaram a fazer parte do dia a dia das famílias, como animais de estimação / companhia.

Atualmente e mais do que nunca, os animais de companhia exercem um função de extrema importância, por vezes exagerada, ajudando a preencher lacunas que a sociedade criou.  Os animais de estimação não poderão nunca substituir a companhia humana! No entanto, há idosos que moram sozinhos e que para suavizar a ausência da família adotam animais de estimação para lhes fazerem companhia, tratando-os com todo carinho e atenção ou o caso de casais que tenham ou não filhos, optam por acolher um ou mais animais que por vezes tratam como “família”, oferecendo-lhes bem-estar e diversão.

Está provado que os animais de estimação trazem benefícios para as famílias, proporcionando boas e únicas experiências e novas aprendizagens. Podem garantir momentos de felicidade e de relaxamento, ajudar na socialização, no sentido de responsabilidade e inspirar a lealdade, o respeito e a partilha.

Infelizmente há também quem considere o animal um brinquedo que poderá ser descartável e deitado fora, quando já não se necessita ou quando se torna um peso que não estava previsto. É frequente haver situações desagradáveis e terríveis de animais que são negligenciados, maltratados e abandonados nas ruas ficando à mercê de violência gratuita e da malvadez das pessoas.

É também verdade que o animal de companhia por mais carinhoso e fofinho que seja nunca poderá substituir uma pessoa. Podemos tratar os animais com todo o carinho, mas não devemos esperar que eles se comportem como um seres humanos e preencham a lacuna deixada pela ausência de um ente querido.

Sim, devemos continuar a cuidar e a respeitar os nossos animais, mas sem descurar a preocupação, o carinho e o amor que devemos dedicar ao próximo, principalmente às pessoas de quem gostamos!

“A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.” (Lao-Tsé)

                                                                                                Fernand@maro

TUDO É TEMPO

Ontem, hoje, amanhã

Tudo é tempo!

Tempo passado

Tempo vivido

Tempo sofrido

Tempo sentido!

Passado, presente, futuro!

Presente divertido

Vivido com energia

Que brilhará amanhã

Em tempo de alegria

No futuro irá brotar

O que no presente semear!

Tudo é tempo

Antes, durante, depois

Antes pensar

Durante delinear

Depois realizar

Tempo de saborear!

Tudo é tempo

De aproveitar!

Fernand@maro

A COMEMORAR TAMBÉM SE APRENDE!

HOJE, 2 DE DEZEMBRO, É DIA INTERNACIONAL DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA!

Em 2004 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o dia 2 de dezembro dia Dia-Internacional-para-a-Abolicao-da-EscravaturaInternacional da Abolição da Escravatura, no sentido de se fazer uma atenta e acérrima reflexão, discussão e combate contra esta dura realidade.

A data lembra a assinatura da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outrem, a 2 de dezembro de 1949.

Estima-se que existam cerca de 21 milhões de vítimas de escravidão espalhadas pelo mundo: trabalho forçado, tráfico de crianças e mulheres, prostituição, casamentos combinados, escravatura doméstica, trabalho infantil….

Portugal foi dos primeiros países a abolir a escravatura. Em 1761, no reinado de D. José I, em Portugal Continental (Metrópole) e na Índia a escravatura foi abolida pelo Marquês de Pombal.

Só no séc. XIX, no reinado de D. Luís, com a lei de 25 de fevereiro de 1869, foi proclamada a abolição da escravatura em todo o Império Português.

“Fica abolido o estado de escravidão em todos os territórios da monarquia portuguesa, desde o dia da publicação do presente decreto.

Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854.”

Luís, Diário do Governo, 27 de Fevereiro de 1869dia-mundial-abolicao-escravatura-2017

O VOTO NÃO TEM PREÇO, MAS…

O ato de votar é um ato de cidadania! Em democracia o voto é a voz do povo. Os momentos do voto são, sem dúvida, os mais distintos e os mais livres de todos os momentos!

O voto não tem preço, mas tem consequências! Citando Winston Churchill “A democracia é o pior de todos os sistemas à exceção de todos os outros”, por isso devemos preservá-la, através do voto. A alternativa à democracia deve ser indesejável e inaceitável, pois passa pelas ditaduras e pelos totalitarismos.

O cidadão eleitor possui, então, um tesouro! Através do voto tem o poder de construir uma sociedade igualitária, livre e serena que lhe permita almejar um futuro melhor, mas se não souber usar esse poder com empenho e responsabilidade, pode destruir os seus sonhos e contribuir para a privação das suas liberdades fundamentais. Poderá estar a abrir a porta a um sistema pautado no autoritarismo e na repressão, com a violação dos seus direitos humanos, civis, económicos, sociais e políticos.

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