História & Estórias

Archive for Maio, 2019

ADORO SER AVÓ!

Desde que sou avó
Vivo momentos de magia,
Recordo os aromas da infância,
Vivencio momentos de alegria!
 
Pela sorte sou bafejada
Ao ser avó de duas princesas
Usufruo duma vida encantada
Amo-as com imensas certezas!
 
Sou criança como a minha neta!
A esperança foi renascida,
Com ela tem sido uma festa
E a idade foi esquecida!              
 
Amor d’ avó é açucarado de ternura
É dar felicidade com doçura
É um elo de amor incondicional,
Numa ditosa missão sem igual!

Fernand@maro
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MÃE

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Mãe

Ah, que saudade imensa

Do teu cheiro a jasmim

Dos teus braços de abrigo

Do teu colo de jardim!

Que saudade da tua voz21-trandafiri-rosii-2

Dos conselhos que não escutei

Dos castigos que protestei!

Mãe,

De ti colhi a vida,

O sorriso e a alegria

A firmeza e a teimosia

Ah,

Como gostava da tua presença

Mas só te tenho na lembrança

No aconchego do coração

E aí tu serás sempre minha mãe!

Feliz dia da MÃE!

Fernand@maro

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Aconteceu – 1 de Maio de 1886

No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores manifestaram-se pacificamente ruas de Chicago, nos Estados Unidos, exigindo a redução do horário de trabalho para oito horas. A polícia, após ferir e matar dezenas de operários conseguiu acabar com a manifestação.

1 de maio de 1886, em Chicago

Mas os trabalhadores não desistiram, pelo que no dia 5 de Maio de 1886 voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes foram presos, 4 trabalhadores executados e 3 foram condenados a prisão perpétua.
A luta continuou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento. Um novo júri inocentou os trabalhadores, que ordenou a libertação dos 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta.

Pelo exposto na Europa o “Dia do Trabalhador” comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal o “Dia do Trabalhador” só passou a comemorar-se, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, a 1 de maio de 1974.

1 de maio de 1974, em Portugal

CARTA SOBRE A DESCOBERTA DO BRASIL

A 1 de maio de 1500, Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escreveu de Porto Seguro ao rei D. Manuel I, comunicando-lhe a descoberta do Brasil. A armada chegou a Terras de Vera Cruz, assim foram batizadas aquelas terras, mais tarde chamadas de Brasil, a 22 de abril de 1500.

Desde 2005 este documento faz parte do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Este documento é de extrema importância para a História e cultura portuguesas e mundiais, visto tratar-se uma verdadeira carta-narrativa, onde se descreve a geografia, a fauna, a flora do Brasil, aspetos etnográficos dos nativos (a aparência, a psicologia… dos Índios), bem como as  experiências de contacto entre os dois povos e culturas e as reações mútuas.

Carta de Pêro Vaz de Caminha a D. Manuel I

Sem dúvida que, a Carta do Achamento do Brasil é um documento essencial para a compreensão do Renascimento português e da História do mundial.

Carta do Achamento do Brasil.

“Senhor,
posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza (…)
(…) do que hei de falar começo e digo: a partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e as nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã-Canária, onde andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas (…)
E assim seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril (…) topámos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topámos aves a que chamam fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!
Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome, o Monte Pascoal, e à terra, a Terra de Vera Cruz (…)
Pela manhã fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) avistámos homens que andavam pela praia.
Afonso Lopes (…) meteu-se logo no batel e tomou dois deles.
Um deles trazia um arco e seis ou sete flechas (…) Trouxe-os logo ao capitão em cuja nau foram recebidos com muito prazer e festim. A feição deles é serem pardos (…) avermelhados, de bons rostos e bons narizes (…) Andam nus (…) os seus cabelos são corredios (…) e um deles trazia uma espécie de cabeleira de penas de ave (…)
O capitão (…) estava com um colar de oiro ao pescoço. Um deles pôs o olho no colar do capitão e começou de acenar com a mão para terra e depois para o colar como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para o castiçal de prata e assim mesmo acenava para terra (…) Mostraram-lhes um papagaio; tomaram-no logo na mão e acenaram para terra (…) Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela (…)
Estavam na praia (…) obra de 60 (…) Vieram logo para nós sem se esquivarem (…) Pareceu-me gente de tal inocência que se homem os entendesse e eles a nós seriam logo cristãos (…)”

Carta de Pero Vaz de Caminha (adaptação)

Fonte: Descoberta do Brasil (1500). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

Desembarque dos portugueses no Brasil

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