História & Estórias

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Dicas para bem falar e bem escrever

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O SABER NÃO OCUPA LUGAR

A origem da palavra “molete
No norte molete é um pão pequeno = carcaça; biju; papo-seco
Atribui-se a origem da apelidação de molete à zona de Valongo pois era aí que se fazia o pão que se consumia no Porto. O pão tradicional, a regueifa era demasiado grande para consumo individual.
Acontece que o general francês que comandava o exército inimigo, durante as Invasões Francesas, um homem chamado Mollet, tinha tomado de assalto e estava aquartelado, no (Convento) que é hoje o Colégio da Formiga, em Ermesinde, era grande apreciador desse pão e todos os dias, ao pequeno-almoço, não o dispensava.
Dado ter um exército para alimentar e dada a crise existente e a logística necessária, decidiu que o pão teria que ser mais pequeno em doses individuais, o que foi feito de imediato, por sua ordem.
Na localidade, os padeiros já sabiam que todos os dias o pão (sempre feito durante a noite) tinha que estar pronto à mesma hora e quando colocavam as cestas nas carroças que iam para o Porto dizia-se:
– Lá vai o pão para o Molete!
(Como não sabiam falar francês, era assim que o chamavam.)
A partir daí, os pãezinhos pequenos começaram a chamar-se “moletes” e como se verificou ser a ideia bastante prática, começaram a ser fornecidos às populações até aos nossos dias.
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Origem da Palavra MINISTRO

O texto seguinte foi-me enviado por um amigo, como o achei interessante decidi partilhá-lo!103

“LATIM, Língua maravilhosa!
O vocábulo “maestro” vem do latim “magister” e este, por sua vez, do advérbio “magis” que significa “mais” ou “mais que”.
Na antiga Roma o “magister” era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações! “Magister dixit” era a máxima utilizada para não se duvidar da palavra dada, por um professor.
Um “Magister equitum” era um Chefe de cavalaria, e um “Magister Militum” era um Chefe Militar.
Já o vocábulo “ministro” vem do latim “minister” e este, por sua vez, do advérbio “minus” que significa “menos” ou “menos que”.
Na antiga Roma o “minister” era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

* COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER UM PODE SER MINISTRO… MAS NÃO Mestre ou Maestro!”

Acordo Ortográfico. O que muda?


Com este material poder-se-ão fazer placares/cartazes e colocar na sala de aula, para ajuda de alunos e professores.

Espero que vos sejam uteis.

A Presidenta ou a Presidente?

A Presidenta ou a Presidente?

Ultimamente tem-se usado e abusado da palavra Presidenta quando alguns se dirigem as mulheres que preenchem as funções de Presidente. Esta situação tem gerado alguma polémica pelo facto de cada vez mais haver, mulheres que desempenham esses cargos, como é o caso de Assunção Esteves que é Presidente da Assembleia da República e de Dilma Rousseff que é a Presidente do Brasil. A jornalista Pilar del Rio, viúva de José Saramago, tem dito que é a Presidenta da Fundação José Saramago. Explica que como antes não havia mulheres presidentes não existia a palavra presidenta.
Existe a palavra: PRESIDENTA?
A palavra presidenta existe em alguns dicionários, e alguns especialistas defendem o seu uso, assim como o de «estudanta», «ajudanta», «parenta». É minha opinião que tais termos devem ser evitados na linguagem mais cuidada. A tendência popular é, de facto, «feminizar» os substantivos provenientes do particípio presente latino que não variava em género: “amans”,”amantis” (amante, que ama); “legens”, “legentis” (lente, que lê); “audiens”, “audientis” (ouvinte, que ouve), o que não torna obrigatório para todos os falantes o uso das formas populares em qualquer contexto ou discurso.
Circula na net o seguinte texto que achei curioso e interessante.
“No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”.
Um bom exemplo de este tipo de erro seria:
“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.”
Ou seja, é por isso que “adolescente”, “estudante”, “comerciante” ou “confidente” não têm masculino e feminino, mas apenas uma forma para ambos os géneros.
Em conclusão lingua é viva e dinâmica e ocorrem sempre e naturalmente transformações de acordo com os contextos emergentes, mas eu continuarei a dizer Senhora Presidente.

O Novo Acordo Ortográfico


Não tenho que voltar à escola, porque eu estou lá, mas tenho que estudar.
A partir de 1 de janeiro de 2012, o Novo Acordo Ortográfico será aplicado a todos os documentos oficiais. As novas regras ortográficas serão aplicadas ao Governo, organismos públicos, entidades e serviços que dele dependem, assim como à publicação no Diário da República.
Nas escolas, o Novo Acordo Ortográfico entra em vigor no início do ano letivo de 2011/2012.
Ainda, o estou a aprender e, apesar de não ser difícil, receio ter uma certa dificuldade de o aplicar no dia a dia, uma vez que palavras que eram acentuadas deixaram de o ser, o hífen será suprimido em muitos vocábulos: hei de, hás de… (presente do indicativo do verbo haver); contrarrelógio, autorrádio, biorritmo… (quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começado por r ou s, devem estas consoantes duplicar-se; autoestrada, hidroelétrico, plurianual, antiaéreo… (quando o prefixo termina em vogal e segundo elemento começa por vogal diferente).
Este acordo não é etimológico, mas sim fonético, pelo que a maioria das consoantes que não se pronunciam não se escrevem como: ação, direto, ato, coleção, excecional, receção, Egito…, mas continua a escrever-se: egípcio, facto, olfacto, convicção, bactéria, pacto…
Continua a usar-se o h quando se situa no início da palavra, como é o caso de: haver, habitante, húmido, hera, hoje, hora, homem…
Mas para melhor compreenderem este acordo cliquem em:
PPT-Acordo-Ortografico
Acordo_Ortogr_O que muda_o que não muda

PS: este texto foi escrito segundo o Novo Acordo Ortográfico.

José Saramago


Saramago
José Saramago foi uma figura inconfundível da Literatura Portuguesa. Escreveu com engenho e arte, brincando com a pontuação, revolucionando a forma tradicional de escrever.
A sua escrita tem características de uma linguagem oral. Emprega frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os seus livros não têm travessões para identificar a introdução do diálogo das personagens, sendo estes inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem.
Saramago, prémio Nobel da Literatura em 1998, inovou na maneira como utiliza o ponto final e a vírgula – ele prefere chamar-lhe os sinais de pausa –, marcando a frase com um outro ritmo dado pela oralidade. Ele próprio o disse em 2004 numa entrevista ao semanário Expresso «Era como se eu lhes tivesse a contar a eles a história que eles me tinham contado. E, como você sabe, quando falamos, não usamos sinais de pontuação. Temos pausas [de respiração] e até, como eu digo nos meus livros, os dois únicos sinais de pontuação, o ponto e a vírgula, não são sinais de pontuação, são uma pausa, uma pausa breve e uma pausa longa. No fundo, como também digo muitas vezes, falar é fazer música».
Foi um homem que nos deixou uma obra notável, e cujas obras marcam o mundo inteiro, tais como: Levantado do Chão, Memorial do Convento, Ensaio sobre a Cegueira, O Evangelho segundo Jesus Cristo
Este PowerPoint recorda-nos algumas das suas célebres frases.