História & Estórias

Posts tagged ‘Dicas para bem escrever’

Mas que coisa!!!…

Esta é uma ficha de trabalho que dou frequentemente aos meus alunos para que possam desenvolver e diversificar as competências a nível vocabular.


Lê atentamente a página do diário do João, que abaixo se transcreve. Nela, o João repete com insistência as palavras “coisa” e “coisas”.

A tua tarefa será reescrever esta página, fazendo as alterações possíveis de forma a evitar tantas repetições.

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“- Mas que coisa!!! Estou atrasado outra vez!!!

Visto-me a correr, e saio sem comer nada, pois a coisa das torradas estava avariada.

A viagem de minha casa até ao escritório continua a mesma coisa: trânsito muito lento, muitas buzinas, parece que toda a gente está atrasada… Mas hoje a coisa esteve pior ainda, pois, com a CP em greve, toda a gente tirou o carro da garagem. Mas greve é coisa que não se discute.

Depois de 45 minutos, cheguei enfim ao escritório!

Entro discretamente, pouso as coisas na secretária, mas logo o chefe aproxima-se e diz:

– João, outra vez a mesma coisa? Não há maneira de chegares a horas! Ao menos se não deixasses amontoar tanta coisa na tua secretária! E não me venhas com coisas outra vez! Daqui para a frente as coisas têm que mudar radicalmente neste escritório. Ou és pontual, ou serás demitido.

Enquanto ouvia o discurso de sempre passaram-me umas coisas pela cabeça, mas resolvi ficar calado e não dizer nada… A coisa, hoje, está complicada para quem anda à procura de emprego!…

Agora chega de escrever nesta coisa. O dia chegou ao fim e, se Deus quiser, amanhã a coisa será diferente.”

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Dicas para bem falar e bem escrever

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Acordo Ortográfico. O que muda?


Com este material poder-se-ão fazer placares/cartazes e colocar na sala de aula, para ajuda de alunos e professores.

Espero que vos sejam uteis.

Ortografia com Humor

A Presidenta ou a Presidente?

A Presidenta ou a Presidente?

Ultimamente tem-se usado e abusado da palavra Presidenta quando alguns se dirigem as mulheres que preenchem as funções de Presidente. Esta situação tem gerado alguma polémica pelo facto de cada vez mais haver, mulheres que desempenham esses cargos, como é o caso de Assunção Esteves que é Presidente da Assembleia da República e de Dilma Rousseff que é a Presidente do Brasil. A jornalista Pilar del Rio, viúva de José Saramago, tem dito que é a Presidenta da Fundação José Saramago. Explica que como antes não havia mulheres presidentes não existia a palavra presidenta.
Existe a palavra: PRESIDENTA?
A palavra presidenta existe em alguns dicionários, e alguns especialistas defendem o seu uso, assim como o de «estudanta», «ajudanta», «parenta». É minha opinião que tais termos devem ser evitados na linguagem mais cuidada. A tendência popular é, de facto, «feminizar» os substantivos provenientes do particípio presente latino que não variava em género: “amans”,”amantis” (amante, que ama); “legens”, “legentis” (lente, que lê); “audiens”, “audientis” (ouvinte, que ouve), o que não torna obrigatório para todos os falantes o uso das formas populares em qualquer contexto ou discurso.
Circula na net o seguinte texto que achei curioso e interessante.
“No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”.
Um bom exemplo de este tipo de erro seria:
“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.”
Ou seja, é por isso que “adolescente”, “estudante”, “comerciante” ou “confidente” não têm masculino e feminino, mas apenas uma forma para ambos os géneros.
Em conclusão lingua é viva e dinâmica e ocorrem sempre e naturalmente transformações de acordo com os contextos emergentes, mas eu continuarei a dizer Senhora Presidente.

O Novo Acordo Ortográfico


Não tenho que voltar à escola, porque eu estou lá, mas tenho que estudar.
A partir de 1 de janeiro de 2012, o Novo Acordo Ortográfico será aplicado a todos os documentos oficiais. As novas regras ortográficas serão aplicadas ao Governo, organismos públicos, entidades e serviços que dele dependem, assim como à publicação no Diário da República.
Nas escolas, o Novo Acordo Ortográfico entra em vigor no início do ano letivo de 2011/2012.
Ainda, o estou a aprender e, apesar de não ser difícil, receio ter uma certa dificuldade de o aplicar no dia a dia, uma vez que palavras que eram acentuadas deixaram de o ser, o hífen será suprimido em muitos vocábulos: hei de, hás de… (presente do indicativo do verbo haver); contrarrelógio, autorrádio, biorritmo… (quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começado por r ou s, devem estas consoantes duplicar-se; autoestrada, hidroelétrico, plurianual, antiaéreo… (quando o prefixo termina em vogal e segundo elemento começa por vogal diferente).
Este acordo não é etimológico, mas sim fonético, pelo que a maioria das consoantes que não se pronunciam não se escrevem como: ação, direto, ato, coleção, excecional, receção, Egito…, mas continua a escrever-se: egípcio, facto, olfacto, convicção, bactéria, pacto…
Continua a usar-se o h quando se situa no início da palavra, como é o caso de: haver, habitante, húmido, hera, hoje, hora, homem…
Mas para melhor compreenderem este acordo cliquem em:
PPT-Acordo-Ortografico
Acordo_Ortogr_O que muda_o que não muda

PS: este texto foi escrito segundo o Novo Acordo Ortográfico.

Não confundas “Traz” com “´Trás”

João sai de trás da cadeira
Deixa-te de brincadeira
Está na hora de assentar
Traz os livros da prateleira
E vamos lá estudar!

Traz” e “trás” são palavras homófonas que têm a mesma fonia, mas a grafia é diferente. Vamos, então, lá ver quando / como se aplica uma e se aplica outra.

A palavra “trás” (com acento agudo e com “s”) tem o mesmo significado de atrás, detrás. Tem função de advérbio de lugar, vem sempre acompanhado de uma preposição, formando ássim uma locução adverbial.
Ex: A Maria olhou para trás e viu a Joana.
O João escondeu-se por trás do muro.
Deves passar por trás das pessoas e não pela frente.

A palavra “traz” (sem acento e escrito com “z”) é a conjugação do verbo “trazer” na terceira pessoa do singular do indicativo ou na primeira pessoa do singular do imperativo. Tem o mesmo significado de levar, conduzir, transportar, causar…
Ex: A poluição traz problemas às pessoas.
O carteiro nem sempre traz boas notícias.
Traz, sempre, o teu material para as aulas!