História & Estórias

Posts tagged ‘História’

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Foi a 01 de dezembro de 1640 que, os Conjurados, um grupo de 40 jovens da nobreza portuguesa puseram fim ao domínio espanhol de 60 anos e restauraram a independência de Portugal. Pelas 9 horas da manhã invadiram o Paço da Ribeira, prenderam a Duquesa de Mântua, representante do rei Filipe III, em Portugal, mantaram o seu principal conselheiro Miguel de Vasconcelos e atiraram o seu corpo por uma janela. Aclamaram D. João Duque de Bragança, como rei de Portugal, com o título de D. João IV.

http://ensina.rtp.pt/artigo/a-restauracao-de-1640/

Iniciou-se desta forma a Guerra da Restauração que só vai terminar em 1668, com a assinatura de um tratado de paz, o Tratado de Madrid, bem como a 4ª e última dinastia da monarquia portuguesa, a Dinastia de Bragança ou Brigantina.

MINHA TERRA É TUDO O QUE EU QUISER!

  Clica aqui para veres um vídeo  

Minha aldeia é pequenina
Pequenina na dimensão
Enorme nas suas gentes
Gentes doces de coração!
 
Minha terra é pequenina
Grandiosa no seu passado
Da pré-história aos romanos
Dos mouros ao tempo chegado!
 
Há inúmeros materiais
Dos recolectores caçadores
Machados de anfibolite
E outros e muito mais!
 
Moedas, pesos de tear
Colunas, inscrições graníticas
Lagaretas e lagares
Dispersos por vários lugares.
 
Legado pelos Romanos deixado
Palco pelos Mouros ocupado
De importância militar
Para Portugal brotar!
 
Forais veio a alcançar
Importante na administração
Nem sempre a melhor opção
Por D. Beatriz apoiar!
 
Minha terra é colossal
Grande como outra qualquer
Majestosa e monumental
É tudo o que eu quiser!
 
  Fernand@maro 

ACONTECEU… a 02 e a 03 de fevereiro

A 02 de fevereiro de 1387, casa-se, na cidade do Porto, D. João I com D. Filipa de Lencastre, na sequência do Tratado de Windsor, celebrado com a Inglaterra. Desta união nascerá a “Ínclita Geração” – D. Duarte, Infante D. Pedro, Infante D. Henrique, D. Isabel e Infante D. Fernando (Infante Santo).

Casamento de D. João I e D. Filipa de Lencastre na Sé da cidade do Porto.

Foi o primeiro rei da segunda dinastia e ficou conhecido pelo cognome “de Boa Memória”.

João I, “O da Boa Memória”

Pai da “Enclítica Geração”

Garantiu-nos a independência

Agradecemos a sua dedicação!

Filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, nasceu em 1357, em Lisboa.

 Foi eleito rei nas Cortes de Coimbra, após uma crise política provocada pela morte de D. Fernando que tinha como única herdeira, D. Beatriz que era casa com D. João rei de Castela.

D. João I faleceu, em Lisboa, em 1433 e encontra-se sepultado no Mosteiro da Batalha, um belo exemplar da arte gótica, que mandou construir para cumprir uma promessa, pela vitória alcançada na batalha de Aljubarrota.

Fernand@maro

A 03 de Fevereiro de 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança.

Bartolomeu Dias terá nascido cerca de 1450 e morreu a 29 de Maio de 1500. 

O navegador português, ao serviço do rei D. João II, dobrou o Cabo das Tormentas, que foi rebatizado de Cabo da Boa Esperança numa clara alusão ao facto de se ter esperança de rapidamente alcançar a Índia.

Em finais de Agosto de 1487, Bartolomeu Dias partiu de Lisboa ao comando de três caravelas, destino ao sul África com o objetivo de encontrar a tão ansiada passagem marítima para a Índia.

A 3 de Fevereiro de 1488, passados quase 6 meses desde a partida de Lisboa, a expedição alcança o seu objetivo.

Bartolomeu Dias tinha um grande sonho: navegar até ao oriente através do caminho que ele próprio ajudara a abrir. Com o objetivo de cumprir esse sonho integrou a expedição de Pedro Álvares Cabral, que de forma propositada ou acidental, viria a descobrir as Terras de Vera Cruz, mais tarde chamadas de Brasil.

Depois dos primeiros contactos com os índios brasileiros, os portugueses rumam novamente para a Índia, o seu destino inicial.

Quando passavam o Cabo da Boa Esperança foram atingidos por uma tempestade de proporções gigantescas que destruiu e afundou 4 naus da armada portuguesa, entre elas a de Bartolomeu Dias. Ironia do destino, o navegador encontra a morte no mesmo local que anos antes o tinha levado à glória.

Fernand@maro

ACONTECEU… O REGICÍDIO

A 1 de Fevereiro de 1908, deu-se o Regicídio, assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe.

A 1 de Fevereiro de 1908, deu-se o Regicídio, assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe.

No Regicídio foi assassinado

Carlos I, “O Martirizado

Foi pintor e amante do mar

“Diplomata” pelo país prestigiar!

D. Carlos e o príncipe Luís Filipe

Homem culto e viajado, muito ligado à natureza campestre e marítima. Adorava caçar, caminhar e admirar os campos alentejanos, onde se deliciava com o chilrear das aves da região que retratou em muitas das suas pinturas. Outra das suas paixões, era o mar e para isso, adquiriu o navio Amélia, que mandou apetrechar com instrumentos de pesquisa, que lhe permitiram explorar o fundo do mar do Açores e dar a conhecer ao mundo novas espécies da fauna e da flora dos nossos mares.

Homem culto e viajado, muito ligado à natureza campestre e marítima. Adorava caçar, caminhar e admirar os campos alentejanos, onde se deliciava com o chilrear das aves da região que retratou em muitas das suas pinturas. Outra das suas paixões, era o mar e para isso, adquiriu o navio Amélia, que mandou apetrechar com instrumentos de pesquisa, que lhe permitiram explorar o fundo do mar do Açores e dar a conhecer ao mundo novas espécies da fauna e da flora dos nossos mares.

O seu reinado (1889-1908) foi caracterizado por constantes crises políticas e sequente insatisfação popular. Houve vários acontecimentos que vaticinavam o fim da monarquia, como foi o caso como do Ultimato Inglês, de manifestações e tentativas de revolta para acabar com a monarquia.

 Mal recebeu a coroa rebentou o caso do  Ultimato Inglês, em que a Inglaterra exige que Portugal se retire dos territórios entre Angola e Moçambique, caso isto não acontece declara guerra a Portugal. O rei e o governo aceitam as exigências inglesas, atitude rotulada, pelos republicanos, de cobardia e vai ser usada como exemplo da fraqueza da coroa.

Perante tanta contestação D. Carlos entrega a governação a João Franco que instaurou uma ditadura e, com mão de ferro, procurou controlar os republicanos, os anarquistas e outras correntes políticas que se tinham infiltrado na sociedade portuguesa e faziam frente ao rei.

Morreu assassinado   na tarde de 1 de fevereiro de 1908. O príncipe herdeiro, Luís Filipe, também não morreu no atentado.

Sucedeu-lhe, com apenas 18 anos, o seu filho mais novo, D. Manuel II que viria a ser o último rei de Portugal. Reinou de 01 de fevereiro de 1908 a 05 de outubro de 1910.

Manuel II foi o rei derradeiro

Afamado por “Patriota” e “Desventurado”

O seu amor à Pátria foi verdadeiro

Quando na Inglaterra esteve exilado.

Fernand@maro

ACONTECEU… A 1ª REVOLTA ARMADA CONTRA A MONARQUIA

Há 128 anos, no dia 31 de Janeiro de 1891, eclodiu no Porto a primeira revolta armada contra a monarquia. Este levantamento ambicionava, acabar com a monarquia e instaurar o regime republicano em Portugal. 


A proclamação da República das janelas da Câmara Municipal

A revolução fracassou, mas ajudou a fomentar a vontade de mudança. Foi apenas o ponto de partida para um movimento imparável que culminou com a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

A Guarda Municipal adepta da monarquia ataca os revoltosos que refugiaram na Câmara Municipal

Destacam-se entre os revoltosos o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro e o tenente Coelho, o Dr. Alves da Veiga, o ator Miguel Verdial e Santos Cardoso e figuras da cultura portuguesa tais como: João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.

Centenas e centenas de revoltosos foram feitos prisioneiros e depois julgados a bordo de navios que estavam ao largo do porto de Leixões – Porto. Foram condenados a diversas penas, entre elas o degredo para as colónias africanas.

Fernand@maro

Militares presos em navios ao largo do porto de Leixões

A COMEMORAR TAMBÉM SE APRENDE!

HOJE, 2 DE DEZEMBRO, É DIA INTERNACIONAL DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA!

Em 2004 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o dia 2 de dezembro dia Dia-Internacional-para-a-Abolicao-da-EscravaturaInternacional da Abolição da Escravatura, no sentido de se fazer uma atenta e acérrima reflexão, discussão e combate contra esta dura realidade.

A data lembra a assinatura da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outrem, a 2 de dezembro de 1949.

Estima-se que existam cerca de 21 milhões de vítimas de escravidão espalhadas pelo mundo: trabalho forçado, tráfico de crianças e mulheres, prostituição, casamentos combinados, escravatura doméstica, trabalho infantil….

Portugal foi dos primeiros países a abolir a escravatura. Em 1761, no reinado de D. José I, em Portugal Continental (Metrópole) e na Índia a escravatura foi abolida pelo Marquês de Pombal.

Só no séc. XIX, no reinado de D. Luís, com a lei de 25 de fevereiro de 1869, foi proclamada a abolição da escravatura em todo o Império Português.

“Fica abolido o estado de escravidão em todos os territórios da monarquia portuguesa, desde o dia da publicação do presente decreto.

Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854.”

Luís, Diário do Governo, 27 de Fevereiro de 1869dia-mundial-abolicao-escravatura-2017

UM SONHO BELO! – CONTO DO VERDE E DO AZUL

“Era uma vez ”, é como começam a maioria das estórias mas, a minha não começa assim, não! A minha estória é muito diferente!

Isto é no início de tudo, antes de tudo que se possa imaginar. Antes dos dragões e dos dinossauros, antes dos vulcões e até mesmo da terra. O universo era um espaço para descobrir e, os planetas eram porções de massa envolvidas em neblina, mistérios e receios.

Vou contar-vos a estória de dois planetas maravilhosos e, ao mesmo tempo muito diferentes. Esta é a história de Neptuza e Septuza.

dde5f03bafc58df6c1554ccc850544ebNeptuza era o planeta da água. Nele habitavam, não só as mais lendárias e temidas criaturas, como também as falaciosas sereias e tritões e ainda os animais e as plantas aquáticas que hoje partilham os nossos mares e nossos rios. Lá, não se vivenciava a adversidade e os seus habitantes viviam com grande satisfação. O azul de Neptuza era tal e qual a do céu e por vezes não se sabia onde começava um e acabava outro. As algas verdes tinham um movimento baloiçante que pareciam dançar à luz dos corais multicolores. Havia muitos melodiosos e agradáveis sons, mas nenhum ruído era tão agradável como aquele que muitas vezes irrompia o silêncio e o sossego daquelas paragens, o maravilhoso riso das crianças que, ali e acolá, se divertiam com os seus jogos de crianças. Como em qualquer planeta as crianças usavam sempre a imaginação para criarem lindos e divertidos jogos.

Outro planeta com tal maravilha era Septuza que era o planeta do elemento terra. Erac6c89bbb22e96fa699d4913b23ef402c aqui que se podiam achar criaturas tão maravilhosas, ultra mágicas e super fantásticas que tudo faziam para proteger e aureolizar Septuza. Em cada bela flor poder-se-ia encontrar uma bela fada-flor do tamanho de borboletas com asas que guardavam todas as cores do arco-íris e suas primas, as fadas boas que tratavam de todas as criaturas com muito amor e respeito. Nas árvores, podíamos encontrar sábios duendes que eram como livros fechados à espera de serem lidos. Existiam mais criaturas e também animais mas, aquelas cujo nome era temido eram as fadas más. Tinham sido mandadas prender nas quentes celas do núcleo onde as suas maldades seriam travadas. Septuza era como uma gigantesca esmeralda verde e brilhante pintalgada de flores de todas as cores. Com o vento, as árvores pareciam bailar ao ritmo das valsas que as fadas e todos os seres encantadores tocavam e dançavam. As crianças, corriam de um lado para o outro, livres e leves como passarinhos, ora a esconder-se nos colos das fadas, ora nos troncos ocos das árvores da floresta clara que, recebia do sol os seus raios como calorosos abraços.

Conto-vos isto como já contei a outros mais que, me acharam mentirosa ou até mesmo maluca, mas não me importo! Penso que não se devem guardar sonhos tão belos como este só para nós!

                                                                                                  Fernand@maro

Nuvem de etiquetas