História & Estórias

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Guardiões Adormecidos

Castelos, os Guardiões Adormecidos

Desde sempre o ser humano gerou e alimentou conflitos. Desde sempre o homem teve de se rodear de estruturas defensivas, daí não se saber ao certo de quando datarão as primeiras muralhas e castelos defensivos.

Já as tribos de Celtiberos defendiam os seus povoados construindo altos muros /muralhas à volta dos castros ou citânias. Mas foi na Idade Média com a invasão árabe / muçulmana e consequente o processo da Reconquista Cristã que se difundiu na Península Ibérica a construção desses gigantes defensivos, os castelos.

Geralmente os castelos eram erguidos em locais estratégicos, uns circundando e defendo localidades, outros construídos em escarpas rochosas, muitas vezes inacessíveis, funcionando como vigias e guardiões das populações.

São muitos e de diferentes na arquitectura os castelos de Portugal como podes constatar em http://castelosdeportugal.no.sapo.pt/ .

A torre mais importante de um castelo era a torre de menagem, onde por vezes vivia o senhor do castelo. Estava ligada às muralhas por uma ponte de madeira que era derrubada quando o castelo era atacado, para dificultar o assalto à torre. Em alguns casos o senhor vivia noutra zona do castelo na alcáçova.

Estes gigantescos guardiões adormecidos que ao longo dos tempos foram tão importantes na defesa do território português têm sido votados ao esquecimento, daí a grande parte deles estarem em ruínas, com muralhas e torres derrubadas.

Atendendo que são elementos importantes da cultura e da História de Portugal é necessário atear as suas memórias, pois só assim se compreenderá melhor o presente.

Retirado: http://historiaestorias-mfa.blogspot.pt/2009/01/guardioes-adormecidos.html

Fernand@maro

As Minhas Raízes


Numão
Vivi a minha infância e parte da adolescência numa linda aldeia junto ao rio Douro, Numão. O nosso Douro de paisagens multicolores, com pinceladas de verde, de amarelo, de vermelho, de castanho…, o Douro de uma beleza sem fim.
Cresci a correr entre as vinhas e penedos, saltando os valados, os socalcos e as fragas, a chapinhar nas águas límpidas, hoje algo poluídas, desse nosso Douro e da ribeira Teja (afluente do Douro), assim como sujar-me a comer as rubras e suculentas amoras, a subir e a descer às amendoeiras, às figueiras, às laranjeiras… e às monumentais muralhas do nosso antiquíssimo castelo.
Cresci e fiz-me mulher nesta pacata terra alto duriense.
Dela recordo, o branco da neve nos invernos rigorosos e a imensidão das amendoeiras floridas, as multicores das vinhas, a cor rubra e o sabor agro-doce das amoras, assim como os raspanetes que ouvia, da minha mãe, sempre que chegava a casa toda suja e magoada por ter subido às amoreiras. Delas recordo, também as peripécias vividas em liberdade, ora jogando à bola, ao pião ou à bilharda, ora escalando aos fraguedos ou trepando às muralhas do castelo, onde usando de uma imaginação prodigiosa e de acordo com a idade imaginei, juntamente com os amigos, aventuras fantásticas e assombrosas.

Encontrei no Youtube este vídeo, com lindíssimas imagens sobre a minha maravilhosa aldeia, que quero partilhar convosco. Parabéns e um agradecimento muito especial ao seu autor.