História & Estórias

Posts tagged ‘Comemorar para aprender’

HOJE, O DIA É DE FERIADO

“As armas e os barões assinalados”
Assim começa a obra suprema
E sublime da literatura nacional
Que tem como tema central
O período das descobertas
Tempo maior e sem igual!
Hoje, comemora-se o Dia de Portugal,
De Camões e das Comunidades.
Hoje, o dia é de feriado
Foi sugerido e criado
P’ra honrar o poeta mor,
Que muito sofreu de amor
Por paixões não entendidas!
Hoje, dignifica-se  a pátria coesa,
Exalta-se todo o lusitano
Seja minhoto ou alentejano
Que p’los cantos do mundo
Em muitos países ou cidades
Mantém a chama acesa,
Ser português com saudade!

                                                                       Fernand@maro

NESTE PAÍS QUE É TEU

Há 46 anos, que nunca fez tanto sentido comemorar o 25 DE ABRIL! Voltamos a sentir a necessidade de nos sentirmos livres!

NESTE PAÍS QUE É TEU

Neste país que é teu
À beira do mar plantado,25-Abril-Caminha
Que era escuro como o breu,
De gente de tristeza pesada
A DEMOCRACIA venceu!

Foi há 46 anos que isto aconteceu
A Fénix das cinzas renasceu
O sol acordou e sorriu
Vozes entoaram uma canção
Canção que eu logo aprendi!

Essa canção que aprendi
Cantava que a liberdade
Era o bem mais precioso
Por ela devo zelar
E nunca a deixar roubar!

Aprendi que difunde o amor
Salpicado de cor e alegria,
De coragem e autonomia,
Voar com rumo certo
E velejar em mar aberto!

Um bem haja eu devo fazer
E ao MFA agradecer
Que com vigor e audácia
A ditadura derrubou
E  a DEMOCRACIA implantou!

Fernand@maro

20 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA FELICIDADE

Hoje, 20 de março, comemora-se o Dia Internacional da Felicidade. Este foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em junho de 2012, alegando que “a busca da felicidade é um dos objetivos fundamentais do ser humano”.
Uma vez que o Butão mede a felicidade da sua população da mesma forma como mede o Produto Interno Bruto (PIB), este decidiu propor à ONU uma data especial para lembrar aos
O FIB, como é chamado o índice da felicidade, é composto por dez pilares: educação para a inclusão social, preservação e promoção dos valores culturais, resiliência ecológica, boa governança, vitalidade comunitária, saúde, desenvolvimento sustentável, diminuição da jornada de trabalho, desporto, igualdade entre géneros e liberdade de pensamento.
Assim, em 2013, comemorou-se pela primeira vez o Dia Internacional da Felicidade.

Cantiga

Nas ondas da praia4f10fc87571aa504331b8622c0788136
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d’alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

                                                                          Manuel Bandeira

MULHER PERFEIÇÃO

A todas as mulheres, a minha admiração, que sem perderem o encanto e a perfeição, são a maior força do mundo!
Feliz Dia da Mulher!resized_pic_15590_5139651245025

Em jeito de poesia
Neste dia em especial
Louvo-te com cortesia
Por seres tão essencial!
Mulher,
Tu que és linda e sensual
Sensata e inteligente
Contente e sorridente,
Como tu não há igual!
És delicada, mas audaz
Guerreira de guerras rendidas
Reviras mundos e fundos
Pelas pessoas queridas!
És mulher, és capaz
Aquela que nunca cai
Pelejas com ardor e amor
floorreeÉs mulher, tens valor!
Se a perfeição existir,
Tu és a mulher perfeita!
Sendo assim, tem um bom dia
Um dia em euforia
Com alegria e afeição
Senhora, MULHER PERFEIÇÃO!

Fernand@maro

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Foi a 01 de dezembro de 1640 que, os Conjurados, um grupo de 40 jovens da nobreza portuguesa puseram fim ao domínio espanhol de 60 anos e restauraram a independência de Portugal. Pelas 9 horas da manhã invadiram o Paço da Ribeira, prenderam a Duquesa de Mântua, representante do rei Filipe III, em Portugal, mantaram o seu principal conselheiro Miguel de Vasconcelos e atiraram o seu corpo por uma janela. Aclamaram D. João Duque de Bragança, como rei de Portugal, com o título de D. João IV.

http://ensina.rtp.pt/artigo/a-restauracao-de-1640/

Iniciou-se desta forma a Guerra da Restauração que só vai terminar em 1668, com a assinatura de um tratado de paz, o Tratado de Madrid, bem como a 4ª e última dinastia da monarquia portuguesa, a Dinastia de Bragança ou Brigantina.

Aconteceu – 1 de Maio de 1886

No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores manifestaram-se pacificamente ruas de Chicago, nos Estados Unidos, exigindo a redução do horário de trabalho para oito horas. A polícia, após ferir e matar dezenas de operários conseguiu acabar com a manifestação.

1 de maio de 1886, em Chicago

Mas os trabalhadores não desistiram, pelo que no dia 5 de Maio de 1886 voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes foram presos, 4 trabalhadores executados e 3 foram condenados a prisão perpétua.
A luta continuou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento. Um novo júri inocentou os trabalhadores, que ordenou a libertação dos 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta.

Pelo exposto na Europa o “Dia do Trabalhador” comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal o “Dia do Trabalhador” só passou a comemorar-se, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, a 1 de maio de 1974.

1 de maio de 1974, em Portugal

CARTA SOBRE A DESCOBERTA DO BRASIL

A 1 de maio de 1500, Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escreveu de Porto Seguro ao rei D. Manuel I, comunicando-lhe a descoberta do Brasil. A armada chegou a Terras de Vera Cruz, assim foram batizadas aquelas terras, mais tarde chamadas de Brasil, a 22 de abril de 1500.

Desde 2005 este documento faz parte do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Este documento é de extrema importância para a História e cultura portuguesas e mundiais, visto tratar-se uma verdadeira carta-narrativa, onde se descreve a geografia, a fauna, a flora do Brasil, aspetos etnográficos dos nativos (a aparência, a psicologia… dos Índios), bem como as  experiências de contacto entre os dois povos e culturas e as reações mútuas.

Carta de Pêro Vaz de Caminha a D. Manuel I

Sem dúvida que, a Carta do Achamento do Brasil é um documento essencial para a compreensão do Renascimento português e da História do mundial.

Carta do Achamento do Brasil.

“Senhor,
posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza (…)
(…) do que hei de falar começo e digo: a partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e as nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã-Canária, onde andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas (…)
E assim seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril (…) topámos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topámos aves a que chamam fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!
Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome, o Monte Pascoal, e à terra, a Terra de Vera Cruz (…)
Pela manhã fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) avistámos homens que andavam pela praia.
Afonso Lopes (…) meteu-se logo no batel e tomou dois deles.
Um deles trazia um arco e seis ou sete flechas (…) Trouxe-os logo ao capitão em cuja nau foram recebidos com muito prazer e festim. A feição deles é serem pardos (…) avermelhados, de bons rostos e bons narizes (…) Andam nus (…) os seus cabelos são corredios (…) e um deles trazia uma espécie de cabeleira de penas de ave (…)
O capitão (…) estava com um colar de oiro ao pescoço. Um deles pôs o olho no colar do capitão e começou de acenar com a mão para terra e depois para o colar como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para o castiçal de prata e assim mesmo acenava para terra (…) Mostraram-lhes um papagaio; tomaram-no logo na mão e acenaram para terra (…) Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela (…)
Estavam na praia (…) obra de 60 (…) Vieram logo para nós sem se esquivarem (…) Pareceu-me gente de tal inocência que se homem os entendesse e eles a nós seriam logo cristãos (…)”

Carta de Pero Vaz de Caminha (adaptação)

Fonte: Descoberta do Brasil (1500). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

Desembarque dos portugueses no Brasil

Celeste a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974

Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.

Fonte: RTP

HÁ MUITAS E MUITAS MARIAS

Há muitas e muitas Marias

Muitas e muitas mais

Mulher guerreira,

Princesa herdeira

MARIA MULHER, és demais!

Há muitas e muitas Marias

Maria sofrida

Mulher bonita

Maria esquecida

MULHER exemplo de vida!

Há muitas e muitas Marias

Maria mulher,

Mulher mãe,

Mulher filha

Há muitas e muitas mais!

Artistas, vais inspirar

Mulher Maria, mulher heroína

És um exemplo a abraçar

Maria, tu és divina

MARIA, tu és MULHER!

Há muitas e muitas Marias

Há muitas e muitas mais!

Fernand@maro

MULHER DE EGER

O forte está a ceder

A guarnição a recuar

É necessário lutar

 E Eger defender.

Eger ao desafio resistia

A conquista é travada

Com destemida valentia

A vitória é coroada.

A vitória é alcançada

Com as mulheres a lutar

A água é atirada

Para os turcos queimar

Artistas, vais inspirar

Mulher de Eger, heroína

És um exemplo a abraçar

És MULHER, és divina!

Fernand@maro

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