História & Estórias

Archive for the ‘Estudar História’ Category

O PRINCÍPIO DO FIM

Quarenta dias antes da revolução do 25 de Abril de 1974, deu-se a tentativa das Caldas. Um fracassado golpe militar que contou somente com 170 homens da Infantaria 5 das Caldas da Rainha. Frustrados os objetivos, foram feitas prisões a nível militar.

O golpe das Caldas acabou por ser um ensaio militar na preparação das operações que conduziram à revolução do 25 de Abril de 1974, que instaurou a democracia no nosso país e recuperou as liberdades fundamentais do povo português.

O já falecido historiador e político António Medeiros Ferreira referiu que o 16 de Março esteve para o 25 de Abril como o 31 de Janeiro esteve para o 5 de Outubro, mas que a História por vezes é cruel e este foi injustamente esquecido.

16 março 1974

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A VIDA A BORDO DAS NAUS

nau-alimentos” (…) Cada navio era abastecido antes de largar para a índia com os alimentos considerados necessários para a longa viagem; o Armazém da Guiné e índia fornecia ao pessoal da navegação um conjunto de géneros alimentícios (…) as contingências das viagens, o mau acondicionamento dos produtos, as grandes variações climáticas, e, mormente, a enorme falta de higiene a bordo contribuíam para a sua rápida deterioração

Cada navio era abastecido, antes de largar para a Índia, com alimentos necessários para alguns meses – água, vinho, biscoitos (pão de farinha de trigo cozido duas vezes), vinagre, azeite, carne salgada, peixe seco e salgado, feijão, grão-de-bico, cebolas, alhos, figos, amêndoas, uvas passas, queijos, galinhas, coelhos, cabras, etc. Tal como acontecia com os outros alimentos, a água sofria os maus efeitos do clima e das más condições do vasilhame em que se guardava. Para bebê-la era, por vezes, necessário fechar os olhos e tapar o nariz.

Os alimentos sólidos eram entregues crus aos tripulantes, mensalmente, devendo ser cozinhados pelos próprios no fogão de bordo. Os fidalgos e os oficiais tinham os seus próprios cozinheiros.

Entre as doenças mais vulgares contam-se o mal das gengivas ou escorbuto, mais tarde conhecido pelo nome de mal de Luanda e as doenças pulmonares, que começavam a atuar quando se atingiam as zonas mais frias do Sul.”

nauFonte: F.C. Domingues e J. Guerreiro, “A vida a bordo na Carreira da Índia”.

“ (…) Não obstante os graves problemas de higiene causados a bordo, eram também embarcados no Reino e nos possíveis pontos de reabastecimento animais vivos (suínos, ovinos e caprinos) e aves de capoeira (galos, galinhas e frangos). E sempre que era possível acostar, fazia-se a aguada e tentava-se o refresco, quer caçando e resgatando animais, quer colhendo ou adquirindo frutas e legumes frescos. E aproveitavam-se geralmente estas paragens para pescar. (…) Importante era também a provisão da lenha e carvão para a confeção dos alimentos e a proteção contra o frio.

Vejamos agora as quantidades dos principais mantimentos. Um documento datável dos princípios do século XVI dá para a tripulação de 31 homens de uma caravela, para cada mês, a seguinte relação (13):

  • Biscoito — 707 quilosmantimentos
  • Carne — 331»
  • Vinho — 1460 litros
  • Vinagre — 62»
  • Azeite — 31»
  • Pescadas — 77 unidades

Temos, pois, como ração diária para cada homem:

  • Biscoito — 760 gramas
  • Carne — 356»
  • Vinho — 1,5 litros
  • Vinagre — 0,6»
  • Azeite — 0,3»
  • Pescada — uma posta de quase 0,1 de cada peixe.

A distribuição do biscoito, da água e do vinho era diária, mas a dos restantes géneros podia ser semanal ou mensal. E não havia cozinheiro nem caldeira comum. Cada qual cozinhava para si. (…) Além dos alimentos da regra a cargo do despenseiro, quem podia levava provisões ou dinheiro para as comprar a bordo, onde chegavam a atingir preços exorbitantes. (…)

Perante as difíceis condições de vida a bordo, motivadas, nomeadamente, por insuficiência ou deficiência alimentar, por falta de higiene, pela forte concentração de gente num espaço limitado, por agressões climáticas e pelo próprio balancear dos navios, (…) corriam riscos acrescidos de saúde e de vida. As doenças mais comuns a bordo eram as náuseas, as enxaquecas, o escorbuto, a peste, as doenças intestinais e pulmonares.

A terapêutica adotada (…) assentava nas tradicionais sangrias e purgas conjugadas com uma alimentação mais adequada e na aplicação (…) de variadíssimas drogas e mezinhas.

  • Água de borragem — para cólicas
  • Água de almeirões — laxativo
  • Água de língua de boi — anti peçonhento
  • Água de funcho — digestivo e carminativo
  • Água de endívia — hepático
  • Água de serralha — adstringente e antiflogístico
  • Água de alcoela — desintoxicante
  • Unguentos: Diacimino — para resfriamentos e carminativo

Fonte: Silva, José Manuel Azevedo, ” Os navios que o descobriram o mundo e a vida a bordo “.

 

Chegada De Vasco Da Gama A Calecut – 20 de Maio de 1498

A 20 de Maio de 1498 os portugueses chegaram à Índia.
Vasco da Gama, com apenas 28 anos, foi o capitão escolhido por D. Manuel I para comandar a expedição que tinha como missão encontrar o caminho marítimo para a Índia. A armada de Vasco da Gama partiu do Restelo, Lisboa, no dia 8 de Julho de 1497 e chegou a Calecute, na Índia, no dia 20 de Maio de 1498.
Vasco da Gama foi o primeiro navegador português a alcançar a Índia, contornando o continente africano, numa expedição oficial enviada pelo rei de Portugal. Teve, ainda, a honra e o mérito de ser o primeiro navegador a contornar o Cabo da Boa Esperança, unindo os dois oceanos, o Atlântico e o Índico, a navegar ao longo do continente africano e de ser o primeiro europeu a chegar à Índia por mar. Chegou a Calecute em 1498. Levava com ele cento e cinquenta homens, entre marinheiros, soldados e religiosos, distribuídos por quatro pequenas embarcações:
– a São Gabriel, construída especialmente para esta viagem e que era comandada pelo próprio Vasco da Gama;
– a São Rafael, também construída especialmente para esta viagem e que era comandada pelo seu irmão, Paulo da Gama;
– a Bérrio, oferecida por D. Manuel Bérrio e que era comandada por Nicolau Coelho;
– e uma outra embarcação, de nome São Miguel, para transporte de mantimentos.
Ao chegar a Calecute a 20 de Maio de 1498, Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia. Regressou a Lisboa no verão de 1499, um mês depois dos seus companheiros, pois teve de sepultar o irmão (Paulo da Gama), que adoecera e que acabou por falecer na Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.
D. Manuel I recompensou o glorioso feito, dando-lhe título, renda e duas vilas, a de Sines e a de Vila Nova de Milfontes.
Ainda voltaria mais duas vezes à Índia — em 1502 e em 1524; desta última vez como Vice-Rei para lutar contra os abusos existentes que punham em causa a presença portuguesa na região. Vasco da Gama começou a actuar rigidamente e conseguiu impor a ordem, mas veio a falecer em Dezembro desse mesmo ano em Cochim. Os seus restos mortais foram trazidos para Portugal. Em 1880 foram trasladados para o Mosteiro dos Jerónimos. O seu túmulo encontra-se ao lado do túmulo do poeta Luís de Camões, que cantou os feitos do navegador em Os Lusíadas.
Vasco da Gama nasceu em Sines, em 1469, e faleceu em 1524, deixando sete filhos e a esposa, D. Catarina de Ataíde.

O que é a História e a Geografia?

história1PowerPoint-História_Geografia
Infelizmente as férias acabaram! O ano lectivo começou, bem como os toques da campainha, a correria para as aulas, o vaivém de uma sala para outra. Sendo assim, já, conheci os meus "Gansos" do 5.º ano a quem deixo, aqui, um powerpoint sobre "O que é a História e a Geografia de Portugal?"
A todos um bom ano lectivo!