História & Estórias

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O PROBLEMA DE TENTAR AGRADAR A TODOS

O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar.

Fernando Pessoa

O HOMEM, SEU FILHO E O BURRO

Um homem ia com o filho levar um burro para vender no mercado.
– O que você tem na cabeça para levar um burro estrada afora sem nada no lombo enquanto você se cansa? – disse um homem que passou por eles.
Ouvindo aquilo, o homem montou o filho no burro, e os três continuaram seu caminho
– Ô rapazinho preguiçoso, que vergonha deixar o seu pobre pai, um velho andar a pé enquanto vai montado! – disse outro homem com quem cruzaram.
O homem tirou o filho de cima do burro e montou ele mesmo. Passaram duas mulheres e uma disse para a outra:
– Olhe só que sujeito egoísta! Vai no burro e o filhinho a pé, coitado…
Ouvindo aquilo, o homem fez o menino montar no burro na frente dele. O primeiro viajante que apareceu na estrada perguntou ao homem:
– Esse burro é seu?
O homem disse que sim. O outro continuou:
– Pois não parece, pelo jeito como o senhor trata o bicho. Ora, o senhor é que devia carregar o burro em lugar de fazer com que ele carregasse duas pessoas.
Na mesma hora o homem amarrou as pernas do burro num pau, e lá se foram pai e filho aos tropeções carregando o animal para o mercado. Quando chegaram, todo mundo riu tanto que o homem, enfurecido, jogou o burro no rio, pegou o filho pelo braço e voltou para casa.
Moral: Quem quer agradar todo mundo no fim não agrada ninguém.

 

Fábulas de Esopo

 

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Guardiões Adormecidos

Castelos, os Guardiões Adormecidos

Desde sempre o ser humano gerou e alimentou conflitos. Desde sempre o homem teve de se rodear de estruturas defensivas, daí não se saber ao certo de quando datarão as primeiras muralhas e castelos defensivos.

Já as tribos de Celtiberos defendiam os seus povoados construindo altos muros /muralhas à volta dos castros ou citânias. Mas foi na Idade Média com a invasão árabe / muçulmana e consequente o processo da Reconquista Cristã que se difundiu na Península Ibérica a construção desses gigantes defensivos, os castelos.

Geralmente os castelos eram erguidos em locais estratégicos, uns circundando e defendo localidades, outros construídos em escarpas rochosas, muitas vezes inacessíveis, funcionando como vigias e guardiões das populações.

São muitos e de diferentes na arquitectura os castelos de Portugal como podes constatar em http://castelosdeportugal.no.sapo.pt/ .

A torre mais importante de um castelo era a torre de menagem, onde por vezes vivia o senhor do castelo. Estava ligada às muralhas por uma ponte de madeira que era derrubada quando o castelo era atacado, para dificultar o assalto à torre. Em alguns casos o senhor vivia noutra zona do castelo na alcáçova.

Estes gigantescos guardiões adormecidos que ao longo dos tempos foram tão importantes na defesa do território português têm sido votados ao esquecimento, daí a grande parte deles estarem em ruínas, com muralhas e torres derrubadas.

Atendendo que são elementos importantes da cultura e da História de Portugal é necessário atear as suas memórias, pois só assim se compreenderá melhor o presente.

Retirado: http://historiaestorias-mfa.blogspot.pt/2009/01/guardioes-adormecidos.html

Fernand@maro

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Dicas para bem falar e bem escrever

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SER PROFESSOR É…

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Ser professor

É ensinar, é partilhar,

É apoiar e formar,

E sempre acreditar!

Ser professor

É compreender, é aprender,

É refletir e construir

E nunca desistir!

Ser professor

É viver, é sonhar,

É fazer e inspirar

Ser capaz de encantar!

Ser professor

É ter vocação,

É ser protetor

É agir com coração!

Fernand@maro

O SABER NÃO OCUPA LUGAR

A origem da palavra “molete
No norte molete é um pão pequeno = carcaça; biju; papo-seco
Atribui-se a origem da apelidação de molete à zona de Valongo pois era aí que se fazia o pão que se consumia no Porto. O pão tradicional, a regueifa era demasiado grande para consumo individual.
Acontece que o general francês que comandava o exército inimigo, durante as Invasões Francesas, um homem chamado Mollet, tinha tomado de assalto e estava aquartelado, no (Convento) que é hoje o Colégio da Formiga, em Ermesinde, era grande apreciador desse pão e todos os dias, ao pequeno-almoço, não o dispensava.
Dado ter um exército para alimentar e dada a crise existente e a logística necessária, decidiu que o pão teria que ser mais pequeno em doses individuais, o que foi feito de imediato, por sua ordem.
Na localidade, os padeiros já sabiam que todos os dias o pão (sempre feito durante a noite) tinha que estar pronto à mesma hora e quando colocavam as cestas nas carroças que iam para o Porto dizia-se:
– Lá vai o pão para o Molete!
(Como não sabiam falar francês, era assim que o chamavam.)
A partir daí, os pãezinhos pequenos começaram a chamar-se “moletes” e como se verificou ser a ideia bastante prática, começaram a ser fornecidos às populações até aos nossos dias.
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Desistir? NÃO!

sem nome “É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.”
Martin Luther King

A educação no séc. XXI

A educação engloba os processos de ensinar e de aprender. Segundo Paulo Freire“A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados, estamos todos nos educando.” A educação de um indivíduo é uma construção contínua resultante de situações presenciadas e experiências vividas por si. Deve ser feita no sentido de levar o homem a refletir sobre seu papel no mundo e qual o seu  contributo para esse mundo. Atendendo ao progresso científico e tecnológico, à globalização e à transformação nos processos de produção, resultante da busca de uma maior competitividade, fazem com que os saberes e as competências adquiridas fiquem ultrapassados e exijam o desenvolvimento da formação profissional permanente. De acordo com Janoí Mendes “O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender”, pelo que este profissional da educação deve aprender a aprender, estar em constante aprendizagem, atualizando-se…  Ser professor é ser um eterno aprendiz.

Educar no séc. XXI é um grande desafio para todos os agentes da educação (pais, encarregados de educação, professores…), visto que têm que estimular jovens, que vivem na era digital, para a aprendizagem. Como um dos principais agentes da educação, o professor tem necessidade de estar em permanente atualização/formação de forma a adquirir ferramentas que lhe proporcionem lecionar aulas atrativas e dinâmicas que vão ao encontro do interesse dos alunos.

Apesar das reformas encetadas no período pós 25 de abril de 1974 como: democratização e liberdade de ensino, criação da Lei de Bases do Sistema Educativo (1986), a reforma de Roberto Carneiro (1987-1991) e a reforma de Marçal Grilo (1995-1999), no início do séc. XXI metade da população portuguesa não possui o ensino básico, o abandono escolar continua elevado sendo de 44% em 2000 e 29% em 2011 e somente 1/3 da população possui o ensino secundário. Estes dados colocam-nos abaixo das mádias europeias e Portugal figura entre os países menos qualificados da União Europeia.

Nesse sentido é urgente inverter esta situação tomando medidas no sentido de combater o analfabetismo e a literacia, conter o abandono escolar, promover uma educação/formação ao longo da vida e promover a criatividade, a inovação e o empreendedorismo.

Vivemos num período de elevados índices de desemprego e de emprego precário, em que a taxa de emigração (brain-drain) está a subir com a saída de jovens licenciados a procurarem emprego em países estrangeiros.

Perante o exposto é necessário apostar numa escola de qualidade que contribua para a construção de cidadãos responsáveis, autónomos, ativos e críticos. Para isso é necessário criarem-se mecanismos /legislação que dignifiquem escola e o papel do professor e responsabilizem os pais/ encarregados de educação por um correto percurso escolar dos seus educandos. Espera-se que o Estatuto do Aluno, saído há pouco tempo, consiga repor parte da autoridade às escolas e aos professores. É também importante que o professor tenha um papel ativo, que promova estratégias de trabalho inovadoras, atividades diversificadas e materiais apelativos para as suas aulas, de forma a suscitar o interesse e motivar a participação dos alunos, facilitar a sua aprendizagem e alargar o campo dos seus conhecimentos, assim como deve ensinar os alunos a pensar, a questionar e a aprender a ler a realidade, para que possam construir opiniões próprias.

Finalizo com uma frase de Esopo “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.”