História & Estórias

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UM SONHO BELO! – CONTO DO VERDE E DO AZUL

“Era uma vez ”, é como começam a maioria das estórias mas, a minha não começa assim, não! A minha estória é muito diferente!

Isto é no início de tudo, antes de tudo que se possa imaginar. Antes dos dragões e dos dinossauros, antes dos vulcões e até mesmo da terra. O universo era um espaço para descobrir e, os planetas eram porções de terra envolvidas em neblina, mistérios e receios.

Vou contar-vos a estória de dois planetas maravilhosos e, ao mesmo tempo muito diferentes. Esta é a história de Neptuza e Septuza.

dde5f03bafc58df6c1554ccc850544ebNeptuza era o planeta da água. Nele habitavam, não só as mais lendárias e temidas criaturas, como também as falaciosas sereias e tritões e ainda os animais e as plantas aquáticas que hoje partilham os nossos mares e nossos rios. Lá, não se vivenciava a adversidade e os seus habitantes viviam com grande satisfação. O azul de Neptuza era tal e qual a do céu e por vezes não se sabia onde começava um e acabava outro. As algas verdes tinham um movimento baloiçante que pareciam dançar à luz dos corais multicolores. Havia muitos melodiosos e agradáveis sons, mas nenhum ruído era tão agradável como aquele que muitas vezes irrompia o silêncio e o sossego daquelas paragens, o maravilhoso riso das crianças que, ali e acolá, se divertiam com os seus jogos de crianças. Como em qualquer planeta as crianças usavam sempre a imaginação para criarem lindos e divertidos jogos.

Outro planeta com tal maravilha era Septuza que era o planeta do elemento terra. Erac6c89bbb22e96fa699d4913b23ef402c aqui que se podiam achar criaturas tão maravilhosas, ultra mágicas e super fantásticas que tudo faziam para proteger e aureolizar Septuza. Em cada bela flor se poderia encontrar uma bela fada-flor do tamanho de borboletas com asas que guardavam todas as cores do arco-íris e suas primas, as fadas boas que tratavam de todas as criaturas com muito amor e respeito. Nas árvores, podíamos encontrar sábios duendes que eram como livros fechados à espera de serem lidos. Existiam mais criaturas e também animais mas, aquelas cujo nome era temido eram as fadas más. Tinham sido mandadas prender nas quentes celas do núcleo onde as suas maldades seriam travadas. Septuza era como uma gigantesca esmeralda verde e brilhante pintalgada de flores de todas as cores. Com o vento, as árvores pareciam bailar ao ritmo das valsas que as fadas e todos os seres encantadores tocavam e dançavam. As crianças, corriam de um lado para o outro, livres e leves como passarinhos, ora a esconder-se nos colos das fadas, ora nos troncos ocos das árvores da floresta clara que, recebia do sol os seus raios como calorosos abraços.

Conto-vos isto como já contei a outros mais que, me acharam mentirosa ou até mesmo maluca, mas não me importo! Penso que não se devem guardar sonhos tão belos como este só para nós!

Fernand@maro

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AH, QUE SAUDADES!

Ah, que saudade

Ah, esta contraproducente tristeza que chega de mansinho, sem avisar e sem hora marcada! Entra sem ser convidada, instala-se e teima em ficar.

Num piscar de olhos, sou tocada por uma melancolia repleta de lembranças, de alegrias, mas também de lágrimas, de silêncios, mas também de sons, de sabores e de aromas. Sinto o coração apertado e sinto-me envolvida pela poeira do tempo. Sou abraçada pelos raios do passado, o presente desvanece-se e sou projetada no tempo e no espaço.

Por vezes tenho saudade das pessoas queridas que já partiram. Outras vezes tenho vontade de recuar no tempo para determinado momento, ser transportada para um lugar ou para uma época.

Ah, que saudades do colo da minha mãe! Ah, que saudades dos ralhetes do meu pai!

Tenho saudades de uma alegre cavaqueira à volta da fogueira, do calor fraterno nas noites de inverno!

Sinto falta do amigo que partiu, saudade das suas risadas, da delicadeza das suas palavras, das suas brincadeiras, saudade da amizade que ficará na lembrança.

Ah, que saudades…

O PROBLEMA DE TENTAR AGRADAR A TODOS

O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar.

Fernando Pessoa

O HOMEM, SEU FILHO E O BURRO

Um homem ia com o filho levar um burro para vender no mercado.
– O que você tem na cabeça para levar um burro estrada afora sem nada no lombo enquanto você se cansa? – disse um homem que passou por eles.
Ouvindo aquilo, o homem montou o filho no burro, e os três continuaram seu caminho
– Ô rapazinho preguiçoso, que vergonha deixar o seu pobre pai, um velho andar a pé enquanto vai montado! – disse outro homem com quem cruzaram.
O homem tirou o filho de cima do burro e montou ele mesmo. Passaram duas mulheres e uma disse para a outra:
– Olhe só que sujeito egoísta! Vai no burro e o filhinho a pé, coitado…
Ouvindo aquilo, o homem fez o menino montar no burro na frente dele. O primeiro viajante que apareceu na estrada perguntou ao homem:
– Esse burro é seu?
O homem disse que sim. O outro continuou:
– Pois não parece, pelo jeito como o senhor trata o bicho. Ora, o senhor é que devia carregar o burro em lugar de fazer com que ele carregasse duas pessoas.
Na mesma hora o homem amarrou as pernas do burro num pau, e lá se foram pai e filho aos tropeções carregando o animal para o mercado. Quando chegaram, todo mundo riu tanto que o homem, enfurecido, jogou o burro no rio, pegou o filho pelo braço e voltou para casa.
Moral: Quem quer agradar todo mundo no fim não agrada ninguém.

 

Fábulas de Esopo

 

A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL EM PORTUGAL

imagesCAKW5HYRFoi D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, que, no séc. XIX, introduziu, em Portugal, a tradição da Árvore de Natal e das coroas do advento.

Até meados do século XIX, a tradição do Natal, em Portugal, tinha como centro a figura do Presépio.

Em 1836, a Rainha D. Maria II casou-se com D. Fernando II, o Rei-Artista. D. Fernando, além de se dedicar à pintura e à música, foi mecenas restaurando de vários monumentos, alguns em mau estado, como o Mosteiro da Batalha, o Convento de Mafra, o Convento da Ordem de Cristo, em Tomar, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa e patrocinou os estudos de vários portugueses em outros países, assim como falava e escrevia muito bem em português, algo difícil para a maioria dos alemães.

Do seu casamento com D. Maria II nasceram onze filhos, dois dos quais foram mais tarde reis, D. Pedro V e D. Luís I. Quatro morreram recém-nascidos e três (entre eles o rei D. Pedro V) morreram jovens, devido à febre tifóide.

D. Maria II  morreu no Palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, em consequência de parto.

D. Fernando tinha passado a infância comemorando o Natal segundo a velha tradição germânica de decorar um pinheiro com velas, bolas e frutos. Por isso, quando começaram a nascer os seus filhos com D. Maria II D. Fernando decidiu animar o palácio com um Natal de tradições germânicas.

Segundo registos e gravuras do próprio rei, D. Fernando II, na Noite de Natal, vestia-se de S. Nicolau e distribuía presentes aos seus filhos numa festa genuinamente familiar.

1289814398m6bSFAMas a grande divulgação da Árvore de Natal deu-se no século XX, na década de 60, devido à revolução nos meios de informação e comunicação, como a televisão, altura em que, também, a figura do “Pai Natal” começou a “ganhar terreno” ao Menino Jesus – única verdadeira razão pela qual se celebra o Natal, pois Natal significa nascimento; neste caso, é a celebração do nascimento de Jesus Cristo.