História & Estórias

Como as histórias de encantar

Onde a tristeza é anulada pela alegria

O bem sobre o mal irá triunfar

E todos vivem em harmonia!

Assim começa lenda que vos vou contar:

Há muitos, muitos séculos atrásvector-almond-tree-flower-from-pomona-italiana-illustration

Havia, no Algarve, um rei Mouro audaz

Que da derrota não era sabedor

E em todas as lutas saiu vencedor!

Entre os cativos estava uma princesa

De olhos azuis, linda e sem defesa

Pela qual o rei se enamorou

E por fim com ela se casou!

Durante algum tempo foram felizes

Nos corações a chama do amor

Esteve brilhante e muito acesa!

Até que uma dia a tristeza

Cativou  e abateu a bela princesa!

O rei esposo amoroso e dedicado

Ficou muito, muito preocupado,

Pelo que há perguntado:

– Gilda, esposa minha querida,

Porque estais tão triste e tão ferida?

Ela respondeu em tom cauteloso:

– Meu querido e amado esposo,

São saudades da neve da minha terra

Da brancura e da beleza de cada serra!

Pensou muito o rei Ibn-Almundim,

A solução foi encontrada, por fim

E em todo o reino amendoeiras plantou!

Na primavera que de seguida chegou,

 O rei à janela do castelo Gilda levou,

Flores brancas das amendoeiras ela avistou.

Era a neve, ou seria ilusão

Que acalentou o seu coração

E Gilda melhorou na perfeição.

Abalou a tristeza que a afetava,

E em pouco tempo ficou curada.

Gilda viveu para sempre alegre e com paixão

Junto  do rei que muito a venerava!

Fernand@maro

Ah, que saudades do cheirinho a pão acabadinho de fazer num bom forno de lenha e da sensação suave e ao mesmo tempo pegajosa de pegar, bater e moldar a massa da qual a minha mãe me deixava fazer uma bola de água fria ou uma bola de azeite! Estas são algumas das boas lembranças que guardo da minha infância.

O dia de cozer o pão num dos fornos comunitários da aldeia era sempre dia de festa e de diversão, tarefa que era executada todas as semanas. Apesar dos ralhetes da minha mãe, nesse dia eu brincava com a farinha e com a massa, ficando toda enfarinhada, saltava sobre a lenha e jogava as escondidas. Era um dia diferente dos outros, quase dia de festa, pois sabia que no final da fornada tinha direito a comer um pedaço da bola que eu tinha ajudado a amassar.

O pão era amassado, sovado, levedado e moldado nas masseiras (amasseiras ou maceiras) e depois cozido num dos fornos comunitários que havia na aldeia.

Estes fornos eram grandes e feitos em forma de abóbada com pedra dura e rija. Cada fornada levava o pão fabricado com 5 a 6 alqueires de trigo ou centeio.

Em Numão havia dois fornos comunitários que eram utilizados pelas mulheres da aldeia. Havia o forno do Sr. Dr. João Gouveia, cuja a forneira foi durante muitos anos a Sra. Ricardina e o forno do Sr. Ferreira que teve como forneiras a Sra. Serafina e a Sra. Clarisse. Foram mulheres de garra e de grande tenacidade, características únicas das mulheres numantinas! A elas o nosso bem haja!

Era a forneira que aquecia o forno, tratava da lenha, deitava o pão e cuidava dele durante a cozedura, pelo que tinha direito a uma “maquia” que era um pão por fornada.

Quando o forno estava quente eram varridas as brasas para os lados e com uma comprida pá eram colocados os pães dentro do forno, nos quais antes era feito um sinal, para que cada mulher reconhecesse os seus pães. Era então a altura de pôr a conversa em dia enquanto se esperava que o pão cozesse.

Nos dias de festa era também no forno que se coziam os folares, as bolas de carne , os bolos , as súplicas ou outros doces e manjares.

Fernand@maro

CARNAVAL DA VIDA

Está chegar o carnaval
Festejos de emoção e alegria
Festa em que não há rival
Na dança, na agitação e na folia!unnamed

É tempo de tirar a máscara
É tempo de descontração
Mostrar limpa a minha cara
Ou sonhar em diversão?

O que fazer, como ser ativa
Quando é a vida é um carnaval,
Com a guerra gélida, mas viva
Onde o ódio é um vendaval?

Com a vida, saber lidar
Sem máscara e sem fantasiaimages
A dor e o pranto evitar
E será carnaval todo o dia!

Máscaras a real alma ocultam
Vestidos coloridos embelezam
Músicas alegres bailamos
E a vida ritmamos!

Quando no silêncio da noite
A disfarce for tirar
É aí nesse singelo instante
Que o meu verdadeiro SER irei mostrar!

clp3605152Fernand@maro

    Para os outros respeitar
    E viver em liberdade
    Segurança devo honrar
    E ser pessoa de verdade!

    As regras devo cumprir
    Seja condutor ou peão
    Para a segurança usufruir
    E ser um bom cidadão!

    Nas ruas e nas estradas
    Existe muita sinalização
    Por isso quando conduzo
    Devo fazê-lo com ponderação!

    Quando o stop encontrar
    Sou obrigado a parar
    Com muita atenção, olhar
    E com cuidado avançar!

    Para em garantia viajar
    O cinto devo colocar
    A cadeira de bebé apertar
    E a velocidade respeitar!

    Um peão cumpridor
    Com atenção deve andar
    Evitará muita dor
    Se os sinais acatar!

    Sou criança, sou prudente
    E para evitar o acidente
    Quando no passeio caminhar
    Por dentro devo andar!

    Quando na rua passear
    P’la direita devo ir com cuidado
    E na passadeira atravessar
    Para não ser atropelado!

    Ao passar na passadeira
    Para os dois lados devo olhar
    Com ligeireza avançar
    E não ir na brincadeira!

    O verde é para avançar,
    O vermelho é para parar
    O amarelo é precaução
    Para passar com atenção!

    Segurança não é diversão
    Não é distração, nem irreflexão,
    É atuar com correção
    E agir com o coração!

    Fernand@maro


    O dever devo cumprir
    E ser um bom cidadão,
    Tratar todos com respeito
    Contribuir p´ra haver união!
     
    Tenho o dever de me empenhar,
    Agir com responsabilidade,
    As regras devo  enlaçar
     E em tudo ter seriedade!
     
    Na escola devo aprender
    Lições de cidadania e educação,
    Nas aulas devo estudar,
    E no recreio brincar com retidão!
     
    Ser íntegro é um ritual
    Às aulas não devo faltar
    Devo ser assíduo e pontual
    P´lo que não me devo atrasar!
     
    O material não devo estragar
    Seja pessoal ou escolar
    O ambiente sempre limpar
    Para o planeta preservar!
     
    Tenho o dever de sonhar
    Sonhar com um mundo melhor
    Onde um sonho é realidade
    E recresce a felicidade!
     
    Tenho o dever de cuidar,
    A todos conseguir amar,
    As crianças acarinhar,
    E os idosos abraçar!
     
    Saudar e dizer bom dia.
    Agradecer com muito obrigado,
    Facultar uma boa harmonia
    Mostrar ser bem educado!
     
    Praticar o amor e a amizade
    Mostrar ter bom coração
    Serei, então,  bom cidadão
    E serei  pessoa de verdade
    Pessoa exemplar na perfeição!

    Fernand@maro
    

    Foi a 01 de dezembro de 1640 que, os Conjurados, um grupo de 40 jovens da nobreza portuguesa puseram fim ao domínio espanhol de 60 anos e restauraram a independência de Portugal. Pelas 9 horas da manhã invadiram o Paço da Ribeira, prenderam a Duquesa de Mântua, representante do rei Filipe III, em Portugal, mantaram o seu principal conselheiro Miguel de Vasconcelos e atiraram o seu corpo por uma janela. Aclamaram D. João Duque de Bragança, como rei de Portugal, com o título de D. João IV.

    http://ensina.rtp.pt/artigo/a-restauracao-de-1640/

    Iniciou-se desta forma a Guerra da Restauração que só vai terminar em 1668, com a assinatura de um tratado de paz, o Tratado de Madrid, bem como a 4ª e última dinastia da monarquia portuguesa, a Dinastia de Bragança ou Brigantina.

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