História & Estórias

Archive for the ‘Verão’ Category

GOSTO DE…

Gosto de…

Gosto do verão,
imagesYF2XGSTIDias de alegria,
Rios de união
Risos de harmonia!

Gosto da liberdade
De esvoaçar no céu
Onde esqueço a idade
E vai embora a saudade!

Gosto de cantar
P'ra tristeza repelir
E a alegria reunir!

Gosto de amar
Amar num abraço
Que em ti entrelaço!
Fernand@maro
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QUE BOM É ESTAR DE FÉRIAS!!!

Que bom é estar de férias!!!

Depois de um ano cansativo, cheios de altos e baixos chegou, agora, a hora de esquecerIMG_20170817_125555 os problemas e relaxar. Chegou o momento de abrir a porta e possibilitar a entrada de energias positivas que alaguem cada espaço de felicidade e harmonia, que me tragam a liberdade de descobrir o amanhecer e absorver o entardecer.

Férias rimam com tranquilidade e alegria, com o prazer de saber que o tempo é meu e só meu e posso fazer o que, verdadeiramente, tenho vontade de fazer.IMG_20170813_134525

Férias são como uma arca misteriosa, de onde posso extrair experiências intensas e extraordinárias que me permitam sentir a alegria da vida e viver de coração aberto.

Que bom é o descanso!

Que sensação agradável poder despejar-me das correrias, dos atrasos, dos toques de entrada, do vaivém diário e rotineiro…

Que salutar é poder mandriar no meu sofá ou na praia, sentindo a água do mar acariciar os meus pés, sentindo a brisa marinha roçar o meu rosto!

Que tonificante é poder andar sem relógio, deixar-me levar pelo tempo!

Como é benéfico não ter compromissos e poder caminhar num parque ouvindo a melodia dos pássaros e o bailado suave da ramagem das árvores ou apreciar e escutar a contradança das ondas do mar!

Que prazer é poder ler os meus autores preferidos, por vezes esquecidos e poder decidir o que fazer ou não fazer, como é o caso de escrever, o que tenho negligenciado neste espaço!

Que bom é estar de férias!!!

Fernand@maroferias-1514986808

 

TRIBUTO AO EMIGRANTE

TRIBUTO AO EMIGRANTE

Na mala levo a esperança

No novo mundo encontrar

Trabalho, amor e alegria

Para um dia poder voltarp-11

 

Encontro o desalento

No meio da multidão

A dor sufoca o peito

É tão grande a solidão

 

Oh, saudade maldita

Que dói, mastiga e destrói!

Ela aperta o coração

Devora sem compaixão

 

Olho a lua lá no alto

Que sorri com ironia:

És pessoa decidida

Enérgica e destemida

 

Levanta-te e vai à luta

Não te deixes amofinar

Recomeça sê resoluta

E com força labutar

 

Leva o dia em alegria

Agosto está a chegar

Regressarás em euforia

E saudades irás matar!

Fernand@maro

saudade

SOB O MEU OLHAR

É o fim de tarde de um dia estival. Passo a passo vou percorrendo a encosta íngreme. Ao olhar para o cume da elevação posso admirar as robustas muralhas do majestoso castelo. Há um contraste inteligente e bem pensado, entre o imponente e o austero, o forte e o aprazível, mas também entre o severo e o risonho, convidando o visitante a percorrê-lo e a andar descontraído junto de tanta grandeza. Observa-se tudo isto num simples e completo olhar de relance e gosta-se imediatamente dele, é bonito, é agradável e oferece mistérios.

Chego, entro pela porta principal e acho-me pequenina perante tamanha grandiosidade. Sinto sobre mim o olhar amável das ilustres, mas também humildes torres que parecem dizer “Sê bem-vinda! Entra, descansa e relaxa admirando esta magnífica paisagem!”. Olho em volta e observo as ruínas da igreja de Santa Maria do Castelo, os muitos vestígios das habitações que por ali houve, as amêndoas sorridentes que pendem das amendoeiras, bem como o gigante colar de muralhas e ameias que circunda este espaço.

Julgo regressar à infância e sinto um enorme impulso de galgar as extensas muralhas. Dirijo-me para elas, olho para baixo. Vejo Numão, postada em posição de veneração e respeito, mas também orgulhosa da sua história, riqueza e beleza. Vejo o serpentear das ruas ladeadas de algum casario granítico alegrado pela cor dos telhados e pelo betão colorido da maioria das habitações. Numão é uma terra cheia de cor a brilhar ao sol. Vejo, ainda, a capela da S. Eufémia, a torre sineira da igreja e a torre da casa do Dr. João Gouveia, homem ilustre e benemérito da aldeia.

Mais ao longe avisto a albufeira da ribeira Teja e a paisagem verdejante da Sequeira com as suas casas brancas, um postal ilustrado de uma tela encantada. Caminho ao longo das muralhas. Desço-as e volto a subi-las. Extasio-me com o que vejo, um cenário hollywoodesco de cortar a respiração. O meu olhar abarca um ambiente aprazível e relaxante, com montes tocarem o céu e vales profundos banhados pelo rio de águas d’ouro, o sublime Douro. A natureza é bela e envolvente, alinhando composições harmoniosas, equivalentes a verdadeiras obras de arte.

Dizem que podem ser avistados o Castelo de Ansiães, Castelo Melhor e Castelo Rodrigo, mas eu nunca os vislumbrei. E tu?

Fernand@maro

CÂNTICO À VIDA

A semente foi lançada

Espreitou, germinou, sorriu

Sorriso nutrido com amor

E docemente brotou uma flor.

 

Foi assim a minha Primavera

É assim a Primavera da vidaestações-da-vida

Onde tudo nasce e cresce

E assim a vida floresce

 

Espreitei, observei e vi

A flor a brotar no meu jardim

Na sua companhia cresci,

Sonhei, partilhei e aprendi

O amor com aroma a jasmim.

 

A flor entregou-se ao sol

E em fruto se transformou!

A natureza entoou

Músicas de alegria,

Melodias em harmonia

No Verão de todos nós!

 

Com a orquestra da natureza

E com cânticos de paixão

O fruto amadureceu

Com sabor adocicado

Temperados no coração

Num pôr-do-sol meu e teu!

 

A natureza cobriu-se de cor

Multicolor arco-íris

A vida despiu-se p´ro amor

Bailando, rodopiando ao vento

Outono do meu contentamento!

 Fernand@maro

quatro-estações

 

 

 

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