História & Estórias

Archive for the ‘Sentimentos’ Category

ADORO SER AVÓ!

Desde que sou avó
Vivo momentos de magia,
Recordo os aromas da infância,
Vivencio momentos de alegria!
 
Pela sorte sou bafejada
Ao ser avó de duas princesas
Usufruo duma vida encantada
Amo-as com imensas certezas!
 
Sou criança como a minha neta!
A esperança foi renascida,
Com ela tem sido uma festa
E a idade foi esquecida!              
 
Amor d’ avó é açucarado de ternura
É dar felicidade com doçura
É um elo de amor incondicional,
Numa ditosa missão sem igual!

Fernand@maro
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DOURO CENÁRIO DE CONTRASTES


É cenário de contrastes
Este sublime Douro
Com paisagem fascinante
Com rio d’águas d’ouro
De uma fúria inconstante
 
Quadro pelo homem pintado
Douro por deuses traçado
Homem e natureza talharam
Esta extraordinária região
Beleza de cortar a respiração!
 
Nas encostas escarpadas
Trabalhadas com fervor
Nascem pinturas adocicadas,
Brota o suco dos deuses
Fecundado com amor.
 
Deste Douro deslumbrante
Multifacetado na cor
Pinga o verde primaveril
O vermelho estival
E o amarelo outonal
 
Goteja a seiva da vida
Dos obreiros dos socalcos
Que de muito labutar
Com suas mãos calejadas
Acolhem o néctar singular
 
De vinhedos a ondear
Rio vigoroso a bradar
És terra bravia e delicada
Ansiosa por gerar
Gente afável e arrojada!
 
Com curvas e contracurvas    
Corre entre vales e serras
Douro perspicaz, generoso
Resiliente e brioso
Em nutrir distintas terras!
 
Rio Douro
De águas d’ouro!

Fernand@maro

Celeste a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974

Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.

Fonte: RTP

HÁ MUITAS E MUITAS MARIAS

Há muitas e muitas Marias

Muitas e muitas mais

Mulher guerreira,

Princesa herdeira

MARIA MULHER, és demais!

Há muitas e muitas Marias

Maria sofrida

Mulher bonita

Maria esquecida

MULHER exemplo de vida!

Há muitas e muitas Marias

Maria mulher,

Mulher mãe,

Mulher filha

Há muitas e muitas mais!

Artistas, vais inspirar

Mulher Maria, mulher heroína

És um exemplo a abraçar

Maria, tu és divina

MARIA, tu és MULHER!

Há muitas e muitas Marias

Há muitas e muitas mais!

Fernand@maro

MULHER DE EGER

O forte está a ceder

A guarnição a recuar

É necessário lutar

 E Eger defender.

Eger ao desafio resistia

A conquista é travada

Com destemida valentia

A vitória é coroada.

A vitória é alcançada

Com as mulheres a lutar

A água é atirada

Para os turcos queimar

Artistas, vais inspirar

Mulher de Eger, heroína

És um exemplo a abraçar

És MULHER, és divina!

Fernand@maro

RETRATO (Eu não dei por esta mudança)

O tempo passa. A idade avança. Escoa-se a juventude e pé ante pé sem provocar rumores bate à porta a velhice. Com relutância vamos deixá-la entrar!

Uma das vantagens da velhice é deixarmos de nos preocupar com o que pensam os outros! Percebemos que somos nós, cada um de nós, seres únicos com valor!

 “[…] nós envelheceremos um dia, se tivermos este privilégio. Olhemos, portanto, para as pessoas idosas como nós seremos no futuro. Reconheçamos que as pessoas idosas são únicas, com necessidades e talentos e capacidades individuais, e não um grupo homogéneo por causa da idade. “

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles MEIRELES, C. Antologia Poética

MINHA MÃE TEM FLORES NOS OLHOS

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