História & Estórias

Archive for the ‘Portugal’ Category

A LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR EM POESIA

Como as histórias de encantar

Onde a tristeza é anulada pela alegria

O bem sobre o mal irá triunfar

E todos vivem em harmonia!

Assim começa lenda que vos vou contar:

Há muitos, muitos séculos atrásvector-almond-tree-flower-from-pomona-italiana-illustration

Havia, no Algarve, um rei Mouro audaz

Que da derrota não era sabedor

E em todas as lutas saiu vencedor!

Entre os cativos estava uma princesa

De olhos azuis, linda e sem defesa

Pela qual o rei se enamorou

E por fim com ela se casou!

Durante algum tempo foram felizes

Nos corações a chama do amor

Esteve brilhante e muito acesa!

Até que uma dia a tristeza

Cativou  e abateu a bela princesa!

O rei esposo amoroso e dedicado

Ficou muito, muito preocupado,

Pelo que há perguntado:

– Gilda, esposa minha querida,

Porque estais tão triste e tão ferida?

Ela respondeu em tom cauteloso:

– Meu querido e amado esposo,

São saudades da neve da minha terra

Da brancura e da beleza de cada serra!

Pensou muito o rei Ibn-Almundim,

A solução foi encontrada, por fim

E em todo o reino amendoeiras plantou!

Na primavera que de seguida chegou,

 O rei à janela do castelo Gilda levou,

Flores brancas das amendoeiras ela avistou.

Era a neve, ou seria ilusão

Que acalentou o seu coração

E Gilda melhorou na perfeição.

Abalou a tristeza que a afetava,

E em pouco tempo ficou curada.

Gilda viveu para sempre alegre e com paixão

Junto  do rei que muito a venerava!

Fernand@maro

MINHA TERRA É TUDO O QUE EU QUISER!

  Clica aqui para veres um vídeo  

Minha aldeia é pequenina
Pequenina na dimensão
Enorme nas suas gentes
Gentes doces de coração!
 
Minha terra é pequenina
Grandiosa no seu passado
Da pré-história aos romanos
Dos mouros ao tempo chegado!
 
Há inúmeros materiais
Dos recolectores caçadores
Machados de anfibolite
E outros e muito mais!
 
Moedas, pesos de tear
Colunas, inscrições graníticas
Lagaretas e lagares
Dispersos por vários lugares.
 
Legado pelos Romanos deixado
Palco pelos Mouros ocupado
De importância militar
Para Portugal brotar!
 
Forais veio a alcançar
Importante na administração
Nem sempre a melhor opção
Por D. Beatriz apoiar!
 
Minha terra é colossal
Grande como outra qualquer
Majestosa e monumental
É tudo o que eu quiser!
 
  Fernand@maro 

CARTA SOBRE A DESCOBERTA DO BRASIL

A 1 de maio de 1500, Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escreveu de Porto Seguro ao rei D. Manuel I, comunicando-lhe a descoberta do Brasil. A armada chegou a Terras de Vera Cruz, assim foram batizadas aquelas terras, mais tarde chamadas de Brasil, a 22 de abril de 1500.

Desde 2005 este documento faz parte do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Este documento é de extrema importância para a História e cultura portuguesas e mundiais, visto tratar-se uma verdadeira carta-narrativa, onde se descreve a geografia, a fauna, a flora do Brasil, aspetos etnográficos dos nativos (a aparência, a psicologia… dos Índios), bem como as  experiências de contacto entre os dois povos e culturas e as reações mútuas.

Carta de Pêro Vaz de Caminha a D. Manuel I

Sem dúvida que, a Carta do Achamento do Brasil é um documento essencial para a compreensão do Renascimento português e da História do mundial.

Carta do Achamento do Brasil.

“Senhor,
posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza (…)
(…) do que hei de falar começo e digo: a partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e as nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã-Canária, onde andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas (…)
E assim seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril (…) topámos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topámos aves a que chamam fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!
Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome, o Monte Pascoal, e à terra, a Terra de Vera Cruz (…)
Pela manhã fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) avistámos homens que andavam pela praia.
Afonso Lopes (…) meteu-se logo no batel e tomou dois deles.
Um deles trazia um arco e seis ou sete flechas (…) Trouxe-os logo ao capitão em cuja nau foram recebidos com muito prazer e festim. A feição deles é serem pardos (…) avermelhados, de bons rostos e bons narizes (…) Andam nus (…) os seus cabelos são corredios (…) e um deles trazia uma espécie de cabeleira de penas de ave (…)
O capitão (…) estava com um colar de oiro ao pescoço. Um deles pôs o olho no colar do capitão e começou de acenar com a mão para terra e depois para o colar como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para o castiçal de prata e assim mesmo acenava para terra (…) Mostraram-lhes um papagaio; tomaram-no logo na mão e acenaram para terra (…) Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela (…)
Estavam na praia (…) obra de 60 (…) Vieram logo para nós sem se esquivarem (…) Pareceu-me gente de tal inocência que se homem os entendesse e eles a nós seriam logo cristãos (…)”

Carta de Pero Vaz de Caminha (adaptação)

Fonte: Descoberta do Brasil (1500). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

Desembarque dos portugueses no Brasil

ACONTECEU… O REGICÍDIO

A 1 de Fevereiro de 1908, deu-se o Regicídio, assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe.

A 1 de Fevereiro de 1908, deu-se o Regicídio, assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe.

No Regicídio foi assassinado

Carlos I, “O Martirizado

Foi pintor e amante do mar

“Diplomata” pelo país prestigiar!

D. Carlos e o príncipe Luís Filipe

Homem culto e viajado, muito ligado à natureza campestre e marítima. Adorava caçar, caminhar e admirar os campos alentejanos, onde se deliciava com o chilrear das aves da região que retratou em muitas das suas pinturas. Outra das suas paixões, era o mar e para isso, adquiriu o navio Amélia, que mandou apetrechar com instrumentos de pesquisa, que lhe permitiram explorar o fundo do mar do Açores e dar a conhecer ao mundo novas espécies da fauna e da flora dos nossos mares.

Homem culto e viajado, muito ligado à natureza campestre e marítima. Adorava caçar, caminhar e admirar os campos alentejanos, onde se deliciava com o chilrear das aves da região que retratou em muitas das suas pinturas. Outra das suas paixões, era o mar e para isso, adquiriu o navio Amélia, que mandou apetrechar com instrumentos de pesquisa, que lhe permitiram explorar o fundo do mar do Açores e dar a conhecer ao mundo novas espécies da fauna e da flora dos nossos mares.

O seu reinado (1889-1908) foi caracterizado por constantes crises políticas e sequente insatisfação popular. Houve vários acontecimentos que vaticinavam o fim da monarquia, como foi o caso como do Ultimato Inglês, de manifestações e tentativas de revolta para acabar com a monarquia.

 Mal recebeu a coroa rebentou o caso do  Ultimato Inglês, em que a Inglaterra exige que Portugal se retire dos territórios entre Angola e Moçambique, caso isto não acontece declara guerra a Portugal. O rei e o governo aceitam as exigências inglesas, atitude rotulada, pelos republicanos, de cobardia e vai ser usada como exemplo da fraqueza da coroa.

Perante tanta contestação D. Carlos entrega a governação a João Franco que instaurou uma ditadura e, com mão de ferro, procurou controlar os republicanos, os anarquistas e outras correntes políticas que se tinham infiltrado na sociedade portuguesa e faziam frente ao rei.

Morreu assassinado   na tarde de 1 de fevereiro de 1908. O príncipe herdeiro, Luís Filipe, também não morreu no atentado.

Sucedeu-lhe, com apenas 18 anos, o seu filho mais novo, D. Manuel II que viria a ser o último rei de Portugal. Reinou de 01 de fevereiro de 1908 a 05 de outubro de 1910.

Manuel II foi o rei derradeiro

Afamado por “Patriota” e “Desventurado”

O seu amor à Pátria foi verdadeiro

Quando na Inglaterra esteve exilado.

Fernand@maro

ACONTECEU… A 1ª REVOLTA ARMADA CONTRA A MONARQUIA

Há 128 anos, no dia 31 de Janeiro de 1891, eclodiu no Porto a primeira revolta armada contra a monarquia. Este levantamento ambicionava, acabar com a monarquia e instaurar o regime republicano em Portugal. 


A proclamação da República das janelas da Câmara Municipal

A revolução fracassou, mas ajudou a fomentar a vontade de mudança. Foi apenas o ponto de partida para um movimento imparável que culminou com a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

A Guarda Municipal adepta da monarquia ataca os revoltosos que refugiaram na Câmara Municipal

Destacam-se entre os revoltosos o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro e o tenente Coelho, o Dr. Alves da Veiga, o ator Miguel Verdial e Santos Cardoso e figuras da cultura portuguesa tais como: João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.

Centenas e centenas de revoltosos foram feitos prisioneiros e depois julgados a bordo de navios que estavam ao largo do porto de Leixões – Porto. Foram condenados a diversas penas, entre elas o degredo para as colónias africanas.

Fernand@maro

Militares presos em navios ao largo do porto de Leixões

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