História & Estórias

Archive for the ‘Alegria’ Category

AGUARELA DE ALEGRIA E EMOÇÃO

Em cada folha uma flor

Em cada flor um odor

Cada odor com sabor

Sabor com doçura a mel!

Verde, vermelho, amarelo

Castanho, laranja e marrom

Paleta imensa de cor

Com aconchego e calor!

Quadro perfeito multicor

Sedutor, vivo em ação

Outono primavera com amor

Aguarela de alegria e emoção!

Fernand@maro

VOAR COM O CORAÇÃO

Lá ao longe, bem ao longe
Bem longe no horizonte
Na ponta do arco íris
Está a barca dos sonhos!

Embala-me suavemente,
Levito tranquilamente
Num sonho em que voava
E sobre as nuvens me elevava
Numa noite estrelada
Com ar límpido e frio!

Volito sobre lagos e rios,
Mares e recifes em harmonia
Areias brancas encantadas
E montanhas escarpadas
Com brancos, verdes em sintonia!

Com o coração a galope
E a imaginação ancorada
Acordo e vou à janela
Pelo raio de sol sou enlaçada
De luz e cor matizada!

Olho e volto a olhar
Bem longe p´ro horizonte.
A barca não consigo avistar
Será que estou a sonhar?!

Se é fruto da imaginação
Repito e voltarei a repetir
É tão bom poder fantasiar,
Ser capaz de voar com o coração
E pelo mundo poder viajar!

Fernand@maro

ANIMAIS, UMA DÁDIVA

Cresci na companhia de cães, de gatos, de galinhas, de coelhos, de porcos e de outros animais, enfim rodeada de bicharada. Sou da aldeia, filha de pais agricultores, de um tempo em que era necessário produzir a maioria dos alimentos. Estes não abundavam, não havia onde os comprar e muitas vezes escasseava o dinheiro para os adquirir. Fazia-se, então, a criação de muitos animais que iriam ser o alimento da família ao longo do ano. Mais próximos do nosso convívio, havia os animais domésticos, que apesar de serem tratados com carinho, viviam somente no quintal da casa e morriam de velhice.

O Homem, desde os seus primórdios, teve uma estreita relação com mundo animal, ligada sobretudo à sua própria subsistência e sobrevivência. Esta é demonstrada nas pinturas e gravuras rupestres encontradas nas cavernas ou em campo aberto.

No Paleolítico, período inicial da Pré-História, o Homem  sobrevivia por meio da prática da caça e da recoleção. Para a captura de animais de grande porte, as comunidades de caçadores recoletores trabalhavam coletivamente na organização e montagem de armadilhas. Nesse sentido, desenvolveram técnicas de sobrevivência bastante complexas.

A domesticação dos animais começou a fazer parte da cultura do Homem quando, no Neolítico, este se tornou sedentário e passou a fixar-se em determinadas regiões do planeta. Isto permitiu a criação de animais, principalmente para a alimentação, transporte de pessoas ou cargas, ou para execução de variadíssimos trabalhos, entre eles os agrícolas.

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0 meu Eddie

Ao longo dos séculos estas relações intensificaram-se. Os animais domesticados ficaram mais próximos das pessoas, deixaram de servir apenas para ajudar em trabalhos,  e passaram a fazer parte do dia a dia das famílias, como animais de estimação / companhia.

Atualmente e mais do que nunca, os animais de companhia exercem um função de extrema importância, por vezes exagerada, ajudando a preencher lacunas que a sociedade criou.  Os animais de estimação não poderão nunca substituir a companhia humana! No entanto, há idosos que moram sozinhos e que para suavizar a ausência da família adotam animais de estimação para lhes fazerem companhia, tratando-os com todo carinho e atenção ou o caso de casais que tenham ou não filhos, optam por acolher um ou mais animais que por vezes tratam como “família”, oferecendo-lhes bem-estar e diversão.

Está provado que os animais de estimação trazem benefícios para as famílias, proporcionando boas e únicas experiências e novas aprendizagens. Podem garantir momentos de felicidade e de relaxamento, ajudar na socialização, no sentido de responsabilidade e inspirar a lealdade, o respeito e a partilha.

Infelizmente há também quem considere o animal um brinquedo que poderá ser descartável e deitado fora, quando já não se necessita ou quando se torna um peso que não estava previsto. É frequente haver situações desagradáveis e terríveis de animais que são negligenciados, maltratados e abandonados nas ruas ficando à mercê de violência gratuita e da malvadez das pessoas.

É também verdade que o animal de companhia por mais carinhoso e fofinho que seja nunca poderá substituir uma pessoa. Podemos tratar os animais com todo o carinho, mas não devemos esperar que eles se comportem como um seres humanos e preencham a lacuna deixada pela ausência de um ente querido.

Sim, devemos continuar a cuidar e a respeitar os nossos animais, mas sem descurar a preocupação, o carinho e o amor que devemos dedicar ao próximo, principalmente às pessoas de quem gostamos!

“A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.” (Lao-Tsé)

                                                                                                Fernand@maro

MEMÓRIAS DE VERÃO

Seja uma bebida ao pôr do sol, um passeio ao entardecer, um piquenique à beira rio ou uma viagem de sonho. O verão é tempo de férias, é tempo de descansar com sabor a praia e a campo, a alegria e descontração.

O verão da minha infância cheira a aldeia, a terra e a fruta. Era quando as férias duravam 3 meses e chegava mesmo a ter saudades da escola. Era o tempo das cigarras, das tarde e noites quentes, em que deitada na varanda observava o céu estrelado e imaginava-me a viajar pelo espaço infinito à procura de um príncipe encantado montado no seu cavalo alado da cor do arco íris ou ser aconchegada e embalada nos braços da estrela mais brilhante, a Estrela Polar.

Nasci e vivi a minha infância numa pacata, mas linda aldeia alto duriense. Para estudar tive que ir para a cidade e somente regressava à aldeia e à casa paterna no período das férias. Mas sem dúvida que as minhas férias preferidas eram as do verão. Era o tempo de rever os amigos, era o tempo dos bailaricos e das paixonetas, era o tempo dos fins de tarde abafados, já depois do banho tomado no tanque ou na fonte. Era irmos espreitar, o pôr do sol, na torre mais alta do castelo e avistar o serpentear da coluna de fumo do comboio que corria e apitava junto ao Douro. Era jogarmos à bola ou à bilharda, brincarmos às escondidas ou às apanhadas, era irmos até à ribeira Teja chapinarmos nas poças de água que ela ainda tinha ou então apanhar as amoras, rapinar as maçãs e as peras das árvores que por lá havia. No final do verão assaltávamos, também, os vinhedos à procura da uva moscatel ou do dedo de dama, que eram as mais apreciadas.

No meu caso, as férias grandes eram acima de tudo a grande oportunidade de ler. Adorava histórias de príncipes e princesas, fadas e bruxas, em que o bem triunfava sobre o mal e o amor saía sempre vencedor. Gostava também das  histórias de animais personificados, quase sempre começadas por: “Há muito, muito tempo, na época em que os animais falavam…” Nessa altura era utente assídua da Biblioteca Itinerante Calouste Gulbenkian, que nos visitava regularmente. Aos seus abalizados funcionários devo o gosto que ainda tenho pela leitura. Foram eles  que muito contribuíram para esta minha paixão pelos livros, pelas letras. Recordo que simpaticamente me aconselhavam os livros adequados à minha idade e me deixavam trazer mais dos que os permitidos.

As férias na praia só as tive na idade adulta, quando fui para a faculdade. Hoje são as minhas preferidas! Adoro passear à beira mar, chapinhar na água, pontapear as ondas e saborear e cheirar a brisa marinha! Apraz-me observar o sol espraiar-se no mar e criar um resplandecente por do sol  em tons de laranja e amarelo! Gosto de apreciar a beleza do verde e do azul  do mar  e sonhar com as terras distantes e os lugares recheados de magia que são banhadas por aquelas águas imensas! Como gostaria de viajar na crista das ondas e ser transportada para essas aventuras fantásticas e encantatórias!

Como gostaria de regressar aos verões da minha infância, em que tudo era simples e muito feliz, mas eu não o sabia!

Fernand@maro

ADORO SER AVÓ!

Desde que sou avó
Vivo momentos de magia,
Recordo os aromas da infância,
Vivencio momentos de alegria!
 
Pela sorte sou bafejada
Ao ser avó de duas princesas
Usufruo duma vida encantada
Amo-as com imensas certezas!
 
Sou criança como a minha neta!
A esperança foi renascida,
Com ela tem sido uma festa
E a idade foi esquecida!              
 
Amor d’ avó é açucarado de ternura
É dar felicidade com doçura
É um elo de amor incondicional,
Numa ditosa missão sem igual!

Fernand@maro

DOURO CENÁRIO DE CONTRASTES


É cenário de contrastes
Este sublime Douro
Com paisagem fascinante
Com rio d’águas d’ouro
De uma fúria inconstante
 
Quadro pelo homem pintado
Douro por deuses traçado
Homem e natureza talharam
Esta extraordinária região
Beleza de cortar a respiração!
 
Nas encostas escarpadas
Trabalhadas com fervor
Nascem pinturas adocicadas,
Brota o suco dos deuses
Fecundado com amor.
 
Deste Douro deslumbrante
Multifacetado na cor
Pinga o verde primaveril
O vermelho estival
E o amarelo outonal
 
Goteja a seiva da vida
Dos obreiros dos socalcos
Que de muito labutar
Com suas mãos calejadas
Acolhem o néctar singular
 
De vinhedos a ondear
Rio vigoroso a bradar
És terra bravia e delicada
Ansiosa por gerar
Gente afável e arrojada!
 
Com curvas e contracurvas    
Corre entre vales e serras
Douro perspicaz, generoso
Resiliente e brioso
Em nutrir distintas terras!
 
Rio Douro
De águas d’ouro!

Fernand@maro

FELIZ ANO NOVO!

Feliz ano novo
Ano novo, vida nova
Que a paz e a tranquilidade,
Carinho e muito amor
Te envolvam com fervor!
 
Ano novo, vida renovada
Renovada no rosto de uma criança
Com sorrisos de esperança
Gargalhadas de alegria
E abraços de harmonia!
 
Todos os dias são ano novo
Em cada minuto vivido
Em cada segundo sentido
Em cada momento sofrido
Em todo o amor oferecido!
 
Feliz ano 2019
Que a tua vida se inove!
Feliz dia
Te desejo com alegria!
Feliz momento
Te desejo com sentimento!
 
Feliz ano,
Feliz dia,
Feliz momento!

                                                                                        Fernand@maro

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