História & Estórias

Archive for the ‘Poesia’ Category

ADORO SER AVÓ!

Desde que sou avó
Vivo momentos de magia,
Recordo os aromas da infância,
Vivencio momentos de alegria!
 
Pela sorte sou bafejada
Ao ser avó de duas princesas
Usufruo duma vida encantada
Amo-as com imensas certezas!
 
Sou criança como a minha neta!
A esperança foi renascida,
Com ela tem sido uma festa
E a idade foi esquecida!              
 
Amor d’ avó é açucarado de ternura
É dar felicidade com doçura
É um elo de amor incondicional,
Numa ditosa missão sem igual!

Fernand@maro
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DOURO CENÁRIO DE CONTRASTES


É cenário de contrastes
Este sublime Douro
Com paisagem fascinante
Com rio d’águas d’ouro
De uma fúria inconstante
 
Quadro pelo homem pintado
Douro por deuses traçado
Homem e natureza talharam
Esta extraordinária região
Beleza de cortar a respiração!
 
Nas encostas escarpadas
Trabalhadas com fervor
Nascem pinturas adocicadas,
Brota o suco dos deuses
Fecundado com amor.
 
Deste Douro deslumbrante
Multifacetado na cor
Pinga o verde primaveril
O vermelho estival
E o amarelo outonal
 
Goteja a seiva da vida
Dos obreiros dos socalcos
Que de muito labutar
Com suas mãos calejadas
Acolhem o néctar singular
 
De vinhedos a ondear
Rio vigoroso a bradar
És terra bravia e delicada
Ansiosa por gerar
Gente afável e arrojada!
 
Com curvas e contracurvas    
Corre entre vales e serras
Douro perspicaz, generoso
Resiliente e brioso
Em nutrir distintas terras!
 
Rio Douro
De águas d’ouro!

Fernand@maro

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Celebrar o Dia Mundial da Poesia!

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 06 de novembro de 1919, pelo que este ano se celebra o centenário do seu nascimento.

Foi uma das mais importantes poetisas portuguesas contemporâneas, sendo a primeira mulher portuguesa a receber, em 1999, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões. Dos muitos outros prémios e honrarias, que ela recebeu saliento, ainda, o título Honoris Causa, em 1998, pela Universidade de Aveiro, o Prémio de Poesia Max Jacob (2001) e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.

Em termos cívicos Sophia de Mello Breyner participou ativamente da oposição ao Estado Novo. Foi candidata pela oposição Democrática nas eleições legislativas de 1968. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido uma das subscritoras da “Carta dos 101 Católicos” contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi sócia fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Após a Revolução de abril de 1974 foi candidata à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista em 1975. Apoiou, também, publicamente a independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu em Lisboa, no dia 2 de julho de 2004. Desde 2005 que os seus poemas estão em exposição permanente no Oceanário de Lisboa.

O poema

O poema me levará no tempo
Quando eu não for a habitação do tempo
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética, “Livro Sexto”

HÁ MUITAS E MUITAS MARIAS

Há muitas e muitas Marias

Muitas e muitas mais

Mulher guerreira,

Princesa herdeira

MARIA MULHER, és demais!

Há muitas e muitas Marias

Maria sofrida

Mulher bonita

Maria esquecida

MULHER exemplo de vida!

Há muitas e muitas Marias

Maria mulher,

Mulher mãe,

Mulher filha

Há muitas e muitas mais!

Artistas, vais inspirar

Mulher Maria, mulher heroína

És um exemplo a abraçar

Maria, tu és divina

MARIA, tu és MULHER!

Há muitas e muitas Marias

Há muitas e muitas mais!

Fernand@maro

MULHER DE EGER

O forte está a ceder

A guarnição a recuar

É necessário lutar

 E Eger defender.

Eger ao desafio resistia

A conquista é travada

Com destemida valentia

A vitória é coroada.

A vitória é alcançada

Com as mulheres a lutar

A água é atirada

Para os turcos queimar

Artistas, vais inspirar

Mulher de Eger, heroína

És um exemplo a abraçar

És MULHER, és divina!

Fernand@maro

FELIZ ANO NOVO!

Feliz ano novo
Ano novo, vida nova
Que a paz e a tranquilidade,
Carinho e muito amor
Te envolvam com fervor!
 
Ano novo, vida renovada
Renovada no rosto de uma criança
Com sorrisos de esperança
Gargalhadas de alegria
E abraços de harmonia!
 
Todos os dias são ano novo
Em cada minuto vivido
Em cada segundo sentido
Em cada momento sofrido
Em todo o amor oferecido!
 
Feliz ano 2019
Que a tua vida se inove!
Feliz dia
Te desejo com alegria!
Feliz momento
Te desejo com sentimento!
 
Feliz ano,
Feliz dia,
Feliz momento!

                                                                                        Fernand@maro

RETRATO (Eu não dei por esta mudança)

O tempo passa. A idade avança. Escoa-se a juventude e pé ante pé sem provocar rumores bate à porta a velhice. Com relutância vamos deixá-la entrar!

Uma das vantagens da velhice é deixarmos de nos preocupar com o que pensam os outros! Percebemos que somos nós, cada um de nós, seres únicos com valor!

 “[…] nós envelheceremos um dia, se tivermos este privilégio. Olhemos, portanto, para as pessoas idosas como nós seremos no futuro. Reconheçamos que as pessoas idosas são únicas, com necessidades e talentos e capacidades individuais, e não um grupo homogéneo por causa da idade. “

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles MEIRELES, C. Antologia Poética

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