História & Estórias

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TENHO O DEVER DE…


O dever devo cumprir
E ser um bom cidadão,
Tratar todos com respeito
Contribuir p´ra haver união!
 
Tenho o dever de me empenhar,
Agir com responsabilidade,
As regras devo  enlaçar
 E em tudo ter seriedade!
 
Na escola devo aprender
Lições de cidadania e educação,
Nas aulas devo estudar,
E no recreio brincar com retidão!
 
Ser íntegro é um ritual
Às aulas não devo faltar
Devo ser assíduo e pontual
P´lo que não me devo atrasar!
 
O material não devo estragar
Seja pessoal ou escolar
O ambiente sempre limpar
Para o planeta preservar!
 
Tenho o dever de sonhar
Sonhar com um mundo melhor
Onde um sonho é realidade
E recresce a felicidade!
 
Tenho o dever de cuidar,
A todos conseguir amar,
As crianças acarinhar,
E os idosos abraçar!
 
Saudar e dizer bom dia.
Agradecer com muito obrigado,
Facultar uma boa harmonia
Mostrar ser bem educado!
 
Praticar o amor e a amizade
Mostrar ter bom coração
Serei, então,  bom cidadão
E serei  pessoa de verdade
Pessoa exemplar na perfeição!

Fernand@maro


ESPERANÇA RENASCIDA

Ao navegar pelo imenso mar da Internet encontrei este ternurento texto, que me atiçou alguma inquietude, no sentido que retrata a vivência triste e solitária de muitos dos nossos idosos. Este relato, verdadeiro ou fictício, é a imagem fria e crua da sociedade atual, uma sociedade que abandona os suas pessoas mais sábias e atira-as para a solidão.

“Depois de muitos anos sozinho, mesmo sendo pai de dois filhos e avô de alguns netos, o velho homem cansado decidiu não mais viver.
Arrumou toda a casa como de costume, colocou sua melhor roupa, fez uma longa carta de despedida que cuidadosamente colocou perto das fotografias de seus filhos e netos, e saiu.
Chorando entrou no ônibus com destino ao antigo viaduto, o mesmo que muitas vezes foi o cenário dos momentos felizes que passou junto com sua já falecida esposa, local bonito que costumavam passear, seria o palco da despedida definitiva de sua vida triste e solitária.
Quando se preparava para saltar do viaduto, buscando de forma ilusória um fim da solidão e da saudade; eis que houve um miado sofrido de um ser verdadeiramente abandonado.
Fingiu o velho não ouvir, e ao tentar insistir com aquele covarde ato de desespero, o miado se fez mais agudo, parecia falar com ele, pedir socorro.
Então contrariado mexeu na lixeira, e lá estava à resposta do Criador, na forma de um gatinho, para a cura da sua dor. 
Em lágrimas e um tanto envergonhado viu que aquele pequeno lutava para viver, tentando escalar a lixeira, e ele um burro velho, como costumava pensar sobre si, pensando em morrer.
Agarrou o pequeno peludo, e fez o caminho de volta para casa, precisava alimentar aquela criaturinha.
Porém estava diferente, carregava além de um sorriso verdadeiro no velho rosto, uma vida a mais para cuidar, uma razão para continuar a viver, uma motivação para acordar todas as manhãs.
E nítida era a felicidade no ônibus de um velho homem que acabara de renascer pelas patas de um filho peludo.”

Autor desconhecido

ANIMAIS, UMA DÁDIVA

Cresci na companhia de cães, de gatos, de galinhas, de coelhos, de porcos e de outros animais, enfim rodeada de bicharada. Sou da aldeia, filha de pais agricultores, de um tempo em que era necessário produzir a maioria dos alimentos. Estes não abundavam, não havia onde os comprar e muitas vezes escasseava o dinheiro para os adquirir. Fazia-se, então, a criação de muitos animais que iriam ser o alimento da família ao longo do ano. Mais próximos do nosso convívio, havia os animais domésticos, que apesar de serem tratados com carinho, viviam somente no quintal da casa e morriam de velhice.

O Homem, desde os seus primórdios, teve uma estreita relação com mundo animal, ligada sobretudo à sua própria subsistência e sobrevivência. Esta é demonstrada nas pinturas e gravuras rupestres encontradas nas cavernas ou em campo aberto.

No Paleolítico, período inicial da Pré-História, o Homem  sobrevivia por meio da prática da caça e da recoleção. Para a captura de animais de grande porte, as comunidades de caçadores recoletores trabalhavam coletivamente na organização e montagem de armadilhas. Nesse sentido, desenvolveram técnicas de sobrevivência bastante complexas.

A domesticação dos animais começou a fazer parte da cultura do Homem quando, no Neolítico, este se tornou sedentário e passou a fixar-se em determinadas regiões do planeta. Isto permitiu a criação de animais, principalmente para a alimentação, transporte de pessoas ou cargas, ou para execução de variadíssimos trabalhos, entre eles os agrícolas.

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0 meu Eddie

Ao longo dos séculos estas relações intensificaram-se. Os animais domesticados ficaram mais próximos das pessoas, deixaram de servir apenas para ajudar em trabalhos,  e passaram a fazer parte do dia a dia das famílias, como animais de estimação / companhia.

Atualmente e mais do que nunca, os animais de companhia exercem um função de extrema importância, por vezes exagerada, ajudando a preencher lacunas que a sociedade criou.  Os animais de estimação não poderão nunca substituir a companhia humana! No entanto, há idosos que moram sozinhos e que para suavizar a ausência da família adotam animais de estimação para lhes fazerem companhia, tratando-os com todo carinho e atenção ou o caso de casais que tenham ou não filhos, optam por acolher um ou mais animais que por vezes tratam como “família”, oferecendo-lhes bem-estar e diversão.

Está provado que os animais de estimação trazem benefícios para as famílias, proporcionando boas e únicas experiências e novas aprendizagens. Podem garantir momentos de felicidade e de relaxamento, ajudar na socialização, no sentido de responsabilidade e inspirar a lealdade, o respeito e a partilha.

Infelizmente há também quem considere o animal um brinquedo que poderá ser descartável e deitado fora, quando já não se necessita ou quando se torna um peso que não estava previsto. É frequente haver situações desagradáveis e terríveis de animais que são negligenciados, maltratados e abandonados nas ruas ficando à mercê de violência gratuita e da malvadez das pessoas.

É também verdade que o animal de companhia por mais carinhoso e fofinho que seja nunca poderá substituir uma pessoa. Podemos tratar os animais com todo o carinho, mas não devemos esperar que eles se comportem como um seres humanos e preencham a lacuna deixada pela ausência de um ente querido.

Sim, devemos continuar a cuidar e a respeitar os nossos animais, mas sem descurar a preocupação, o carinho e o amor que devemos dedicar ao próximo, principalmente às pessoas de quem gostamos!

“A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.” (Lao-Tsé)

                                                                                                Fernand@maro

RETRATO (Eu não dei por esta mudança)

O tempo passa. A idade avança. Escoa-se a juventude e pé ante pé sem provocar rumores bate à porta a velhice. Com relutância vamos deixá-la entrar!

Uma das vantagens da velhice é deixarmos de nos preocupar com o que pensam os outros! Percebemos que somos nós, cada um de nós, seres únicos com valor!

 “[…] nós envelheceremos um dia, se tivermos este privilégio. Olhemos, portanto, para as pessoas idosas como nós seremos no futuro. Reconheçamos que as pessoas idosas são únicas, com necessidades e talentos e capacidades individuais, e não um grupo homogéneo por causa da idade. “

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles MEIRELES, C. Antologia Poética

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