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Aconteceu – 1 de Maio de 1886

No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores manifestaram-se pacificamente ruas de Chicago, nos Estados Unidos, exigindo a redução do horário de trabalho para oito horas. A polícia, após ferir e matar dezenas de operários conseguiu acabar com a manifestação.

1 de maio de 1886, em Chicago

Mas os trabalhadores não desistiram, pelo que no dia 5 de Maio de 1886 voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes foram presos, 4 trabalhadores executados e 3 foram condenados a prisão perpétua.
A luta continuou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento. Um novo júri inocentou os trabalhadores, que ordenou a libertação dos 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta.

Pelo exposto na Europa o “Dia do Trabalhador” comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal o “Dia do Trabalhador” só passou a comemorar-se, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, a 1 de maio de 1974.

1 de maio de 1974, em Portugal
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Celeste a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974

Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: “Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar”.
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os “chaimites” e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.

Fonte: RTP

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