História & Estórias

A educação engloba os processos de ensinar e de aprender. Segundo Paulo Freire“A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados, estamos todos nos educando.” A educação de um indivíduo é uma construção contínua resultante de situações presenciadas e experiências vividas por si. Deve ser feita no sentido de levar o homem a refletir sobre seu papel no mundo e qual o seu  contributo para esse mundo. Atendendo ao progresso científico e tecnológico, à globalização e à transformação nos processos de produção, resultante da busca de uma maior competitividade, fazem com que os saberes e as competências adquiridas fiquem ultrapassados e exijam o desenvolvimento da formação profissional permanente. De acordo com Janoí Mendes “O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender”, pelo que este profissional da educação deve aprender a aprender, estar em constante aprendizagem, atualizando-se…  Ser professor é ser um eterno aprendiz.

Educar no séc. XXI é um grande desafio para todos os agentes da educação (pais, encarregados de educação, professores…), visto que têm que estimular jovens, que vivem na era digital, para a aprendizagem. Como um dos principais agentes da educação, o professor tem necessidade de estar em permanente atualização/formação de forma a adquirir ferramentas que lhe proporcionem lecionar aulas atrativas e dinâmicas que vão ao encontro do interesse dos alunos.

Apesar das reformas encetadas no período pós 25 de abril de 1974 como: democratização e liberdade de ensino, criação da Lei de Bases do Sistema Educativo (1986), a reforma de Roberto Carneiro (1987-1991) e a reforma de Marçal Grilo (1995-1999), no início do séc. XXI metade da população portuguesa não possui o ensino básico, o abandono escolar continua elevado sendo de 44% em 2000 e 29% em 2011 e somente 1/3 da população possui o ensino secundário. Estes dados colocam-nos abaixo das mádias europeias e Portugal figura entre os países menos qualificados da União Europeia.

Nesse sentido é urgente inverter esta situação tomando medidas no sentido de combater o analfabetismo e a literacia, conter o abandono escolar, promover uma educação/formação ao longo da vida e promover a criatividade, a inovação e o empreendedorismo.

Vivemos num período de elevados índices de desemprego e de emprego precário, em que a taxa de emigração (brain-drain) está a subir com a saída de jovens licenciados a procurarem emprego em países estrangeiros.

Perante o exposto é necessário apostar numa escola de qualidade que contribua para a construção de cidadãos responsáveis, autónomos, ativos e críticos. Para isso é necessário criarem-se mecanismos /legislação que dignifiquem escola e o papel do professor e responsabilizem os pais/ encarregados de educação por um correto percurso escolar dos seus educandos. Espera-se que o Estatuto do Aluno, saído há pouco tempo, consiga repor parte da autoridade às escolas e aos professores. É também importante que o professor tenha um papel ativo, que promova estratégias de trabalho inovadoras, atividades diversificadas e materiais apelativos para as suas aulas, de forma a suscitar o interesse e motivar a participação dos alunos, facilitar a sua aprendizagem e alargar o campo dos seus conhecimentos, assim como deve ensinar os alunos a pensar, a questionar e a aprender a ler a realidade, para que possam construir opiniões próprias.

Finalizo com uma frase de Esopo “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.”

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