História & Estórias

Ao longo dos tempos as mulheres sempre lutar para serem reconhecidas, apenas, como gente, mas foi nos últimos 100 anos que a mulher conseguiu alguns espaços na sociedade, exigindo respeito e justiça, reivindicando igualdade de oportunidades, iguais salários e reclamando uma participação no mundo político.
Neste singelo texto tenciono homenagear algumas dessas extraordinárias MULHERES.
Ana de Castro Osório nasceu em 1872 e foi uma das mais importantes feministas portuguesas, não radical. Foi ainda escritora, editora, pedagoga, publicista, conferencista e republicana.
É considerada uma das fundadoras da literatura infantil em Portugal, tendo feita uma vasta recolha da tradição popular oral do conto infantil. Não se limitando a esta área da escrita, Ana Castro Osório escreveu ficção para outros públicos.
Carolina Michaëlis de Vasconcelos origem alemã e nasceu em 1851. Ficou na história como a 1ª mulher nomeada, em 1911, para o cargo de professor ordinário de Filologia Germânica da Faculdade de Letras de Lisboa, onde leccionou, porque foi transferida para Coimbra. Até à sua morte, em 1925, foi a única mulher a pertencer ao corpo docente da Universidade de Coimbra. Era especialista em várias línguas e publicou várias obras de investigações literárias, sobre escritores antigos e, também seus contemporâneos.
Regina Quintanilha de Vasconcelos nasceu em 1893 e, em 1910, com 17 anos, foi a primeira mulher a frequentar o curso de direito, até então proibido às mulheres. Foi colega de homens ilustres como Manuel de Arriaga, 1.º presidente da República eleito.
Em 1913, solicitou autorização para advogar ao Supremo Tribunal de Justiça, autorização que foi concedida transformando-se esta primeira licenciada em Direito na primeira advogada portuguesa.
Regina Quintanilha foi ainda notária e conservadora do Registo Predial e professora no Liceu Maria Pia.
Adelaide Cabete foi médica e professora, tendo leccionado higiene e puericultura. Fez a instrução primária com 22 anos e concluiu o curso dos liceus cinco anos depois. Em 1896 matriculou-se na Escola Médica de Lisboa e teve professores ilustres, como Alfredo Costa, Miguel Bombarda e Ricardo Jorge. Formou-se em 1900. Nos princípios do século XX, publicou vários artigos, nomeadamente sobre a condição feminina, versando, muitas vezes, a ligação mãe-criança e o alcoolismo. A luta contra a prostituição foi, igualmente, um tema que lhe mereceu a maior atenção.
A par da actividade profissional, foi um membro muito activo do movimento feminista português. Em 1909 foi uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, ao lado de Ana de Castro Osório.
Curiosidade: Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo, outra feminista ilustre, tiveram a honra de costurar as bandeiras hasteadas no 5 de Outubro, o que revela a confiança que os revolucionários depositavam nestas duas mulheres.

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