2012 – UM LONGO CAMINHO A PERCORRER

“Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo.”
Luigi Pirandello

Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Fernando Pessoa

FELIZ 2012!

A saga repete-se…

A saga repete-se

Continua tão Atual!

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Oh, querido Eça regressa!

Homens destes eram precisos para esta época…
Eça de Queirós escreveu em 1872:
“Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal”
Eça de Queiroz, “in As Farpas” (1872)
“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio.A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (…) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”
Eça de Queiroz, in ‘Distrito de Évora” (1867)
Portugal e a crise
“Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: – mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não – pelo menos o Estado não tem: – e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política.De sorte que esta crise me parece a pior – e sem cura.”
Eça de Queirós, in “Correspondência” (1891)

Método infalível para dispersar manifestantes

Com as novas medidas de austeridade, este método será utilizado muito brevemente.

Estou indignada!

Estou indignada com o que está a acontecer ao meu país, estou indignada pela ausência de responsabilidade política dos diferentes governantes.
O governo deve ser responsabilizado pelos seus atos, tem a obrigação de explicar as suas decisões e as suas ações aos cidadãos. Deve ter como divisa a comprometimento, a honestidade, a integridade, a transparência. Deve guiar-se por normas de ética e códigos de conduta. Desta forma prova que se esforça por exercer corretamente as funções para que foi nomeado, que tudo faz para impedir a corrupção e assegurar que as autoridades públicas continuem conscientes e responsáveis das suas tarefas.
Governantes que deixaram o país à deriva, sem rumo à vista, políticos que têm exercido o poder de forma irresponsável e inconsequente, devem ser responsabilizados pelas promessas que fazem e pelas decisões que tomam no exercício das suas atividades, no desempenho de cargos públicos.

Deixo, aqui, duas citações:
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.”
Darcy Ribeiro
“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.”
Aurélio Agostinho

Acordo Ortográfico. O que muda?


Com este material poder-se-ão fazer placares/cartazes e colocar na sala de aula, para ajuda de alunos e professores.

Espero que vos sejam uteis.

Pensamentos de hoje

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.
Fernando Pessoa

“… O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores …”
William Shakespeare

“Se ao lado da biblioteca houver um jardim, nada faltará.”
Cícero

Novo Ano Começou!

Um novo ano letivo começou e novos horizontes chegaram trazendo algumas novidades, um novo horário e alunos receosos e ao mesmo tempo ansiosos pelo iniciar de uma nova etapa das suas vidas, não esquecendo as futuras conquistas e os antigos anseios.
Feliz ano letivo!


retirado de:http://letras.terra.com.br/high-school-musical-desafio/1632907/

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